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Terça-feira, 21 de Abril 2026
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Notícias / Política

Governo Lula acelera adesão à ação da África do Sul contra Israel e reforça discurso de genocídio

Decisão reforça discurso de Lula contra Israel e deve aprofundar o distanciamento entre Brasil e aliados ocidentais

Governo Lula acelera adesão à ação da África do Sul contra Israel e reforça discurso de genocídio
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu oficializar a entrada do Brasil como parte na ação movida pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), ligada à ONU. A confirmação veio neste final de semana pelo chanceler Mauro Vieira, em entrevista à TV Al Jazeera.

A iniciativa reforça o alinhamento do governo brasileiro ao discurso que acusa Israel de cometer “genocídio” contra palestinos na Faixa de Gaza – narrativa repetida por Lula em diversos fóruns internacionais, apesar de criticada por aliados históricos do Brasil no Ocidente.

“Nós vamos. Estamos trabalhando nisso, e você terá essa boa notícia em muito pouco tempo”, afirmou Vieira ao canal do Qatar, um dos principais apoiadores políticos e financeiros do grupo terrorista Hamas.

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A ação sul-africana, que tramita na CIJ desde janeiro de 2024, sustenta que Israel estaria promovendo um genocídio em Gaza. Na semana passada, uma nova petição apresentada por Pretória alegou que Tel Aviv teria intensificado os ataques, iniciando uma “nova e horrenda fase” da guerra.

Israel nega as acusações e afirma que suas ações militares visam exclusivamente neutralizar o Hamas, responsável pelo massacre de civis israelenses em 7 de outubro de 2023. O governo israelense também acusa seus críticos de ignorarem os crimes do grupo extremista e de adotarem uma política de dois pesos e duas medidas.

A adesão do Brasil à iniciativa da África do Sul já havia sido anunciada pelo governo no ano passado, mas até agora não havia sido formalizada. Em nota publicada na época, o Itamaraty disse que o presidente Lula apoiava a iniciativa “à luz das flagrantes violações ao direito internacional humanitário”.

Agora, segundo Vieira, os últimos desdobramentos da guerra levaram o governo a finalmente tomar uma decisão. “Fizemos enormes esforços para chamar por negociações. Os últimos desenvolvimentos da guerra nos fizeram tomar a decisão de nos juntarmos à África do Sul na Corte Internacional”, declarou o ministro.

A postura do governo brasileiro também se refletiu na recente declaração final da Cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro, que condenou Israel pela ofensiva em Gaza e cobrou um cessar-fogo imediato. O texto defende ainda a criação de um Estado palestino unificado e o reconhecimento da Palestina como membro pleno da ONU.

Nos bastidores diplomáticos, a decisão do Brasil deve aumentar o isolamento do país perante Israel e seus aliados tradicionais, como os Estados Unidos e países da União Europeia, que veem a ação como politicamente motivada e juridicamente frágil.

Créditos (Imagem de capa): Ministro Mauro Vieira afirma que governo está trabalhando nisso por conta dos "últimos desenvolvimentos da guerra". (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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