Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 29 de Abril 2026
MENU
Notícias / Política

Gilmar manda destruir dados enviados à CPI sobre empresa da família Toffoli

Ministro do STF anula quebras aprovadas no Senado e determina inutilização de informações

Gilmar manda destruir dados enviados à CPI sobre empresa da família Toffoli
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (27/6) a destruição de eventuais dados já encaminhados à CPI do Crime Organizado que envolvam empresas ligadas ao ministro Dias Toffoli.

A comissão havia aprovado, na última quarta-feira (25/2), a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, ligada à família de Toffoli. Com a nova decisão, o material eventualmente já remetido ao colegiado deverá ser inutilizado.

Entre os trechos da determinação, Gilmar estabeleceu a “imediata inutilização/destruição do conteúdo; subsidiariamente, que se determine a custódia do material sob sigilo, com restrição de acesso e vedação de qualquer compartilhamento interno ou externo, sob pena de sujeitar os responsáveis às sanções penais, administrativas e cíveis cabíveis”.

Publicidade

Leia Também:

Ministro aponta “desvio de finalidade”

A decisão foi tomada a partir de recurso apresentado pela própria empresa ao Supremo. Para Gilmar Mendes, a CPI extrapolou os limites fixados no ato de criação do colegiado e teria incorrido em desvio de finalidade ao autorizar as quebras.

O relator da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que vai contestar a decisão “em todas as instâncias possíveis”.

Relação com investigação sobre Banco Master

A empresa Maridt aparece como intermediária em tratativas envolvendo familiares de Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que é investigado por suspeita de fraude financeira.

Segundo apurações, a companhia ligada à família do magistrado negociou a venda de participações no Tayayá Resort, localizado em Ribeirão Claro (PR), para fundos de investimento associados ao banco.

Dias Toffoli deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master no STF após a divulgação de que relatórios da Polícia Federal indicavam referências ao seu nome em dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro.

O ministro afirmou que as menções identificadas pela PF são “ilações” e declarou não manter relação com Vorcaro nem com o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel.

Toffoli também informou que a Maridt se retirou do negócio em fevereiro de 2025. Ele negou ter recebido qualquer valor de Vorcaro ou de Zettel e declarou que não ocupou cargos de direção na empresa.

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Aliados Brasil
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR