Entre julho e setembro, a Americanas registrou um tombo expressivo no desempenho financeiro. O lucro líquido da companhia despencou 96,4% em comparação ao mesmo período de 2024, ficando em R$ 367 milhões. No ambiente digital, o cenário foi ainda mais adverso: o GMV do e-commerce atingiu R$ 167 milhões, retração de 74,6% em um ano.
Reorientação da estratégia comercial
Segundo a empresa, o terceiro trimestre marca o encerramento do ciclo de reestruturação iniciado após a crise que abalou a companhia. A partir daqui, afirma a Americanas, começa uma fase dedicada a reforçar a operação varejista tradicional.
Nesse processo, a varejista diz ter ampliado acordos com fornecedores, impulsionado o programa de fidelidade Cliente A e acelerado a oferta de serviços financeiros. O foco passa a ser a resposta rápida ao consumidor, com uma jornada de compra fluida entre o online e o físico.
A principal aposta está no modelo omnicanal: o cliente compra no digital e retira o produto em loja em poucas horas, aproveitando a capilaridade da rede. Atualmente, a companhia declara manter uma base de 45 milhões de clientes ativos.
Enxugamento da rede de lojas
De janeiro a setembro, a Americanas encerrou 112 lojas em todo o país. Foram 51 unidades tradicionais e 61 no formato express, representando uma redução de 6,4% na área total de vendas. A empresa afirma que esses pontos não atendiam aos requisitos mínimos de viabilidade econômica.
Somente no terceiro trimestre, houve o fechamento de 55 lojas, divididas entre 33 tradicionais e 22 express. A varejista explica que essa medida faz parte de um ajuste de portfólio para elevar a eficiência operacional. Além disso, passou a adotar políticas de redimensionamento de espaços com baixa geração de fluxo, como forma de preservar vendas e cortar custos.
Consolidação da nova fase
Com a redução da malha física, o foco no omnichannel e a diminuição do marketplace, a varejista busca consolidar uma estrutura mais leve e eficiente para enfrentar o processo de recuperação. A Americanas reforça que vê o momento atual como o início de um novo posicionamento comercial — mais integrado, ágil e apoiado em serviços e fidelização.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Divulgação
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