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Força-tarefa entra no 9º dia de buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão; roupas são encontradas em mata

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Força-tarefa entra no 9º dia de buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão; roupas são encontradas em mata
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A busca pelos irmãos Ágata Isabelle e Allan Michael completou nove dias nesta segunda-feira (12) com uma mobilização sem precedentes no povoado quilombola São Sebastião dos Pretos. O comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Wallace Amorim, reafirmou o compromisso das forças de segurança: “Só vamos parar quando encontrarmos as duas crianças que estão faltando”.

A força-tarefa coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) conta com mais de 500 agentes, incluindo policiais civis, militares, bombeiros, o Centro Tático Aéreo (CTA) e homens do Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro. Somando-se aos voluntários da comunidade, mais de 600 pessoas vasculham uma área de vegetação densa, pântanos e lagos.

Novas pistas e perícia especializada Na manhã deste domingo (11), voluntários localizaram peças de roupas infantis e uma xícara de porcelana em uma área de mata fechada, próximo a uma grota. O material foi entregue à Polícia Civil para análise. Esta é a segunda descoberta do tipo; na última quinta-feira (8), sandálias e um calção pertencentes a Anderson Kauã, primo das crianças que foi encontrado com vida, já haviam sido localizados perto de um lago.

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Para reforçar as investigações, quatro peritos do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) chegaram de São Luís. A equipe, composta por psicólogos e assistentes sociais, realiza perícias com familiares e aguarda autorização para ouvir Anderson Kauã, de 8 anos, cujo depoimento é considerado chave para localizar os primos.

Tecnologia e riscos no terreno As buscas não param durante a noite. O Corpo de Bombeiros utiliza drones com tecnologia termal, capazes de identificar seres vivos pelo calor, mesmo em áreas de visibilidade nula. Cães farejadores do Batalhão de Choque e duas aeronaves também dão suporte à operação.

O tenente-coronel Marcos Bittencourt alertou para os perigos da região, que além de ser de difícil acesso e não possuir energia elétrica, apresenta riscos como áreas alagadas e armadilhas de caçadores escondidas na vegetação. “Muitos policiais estão aqui em suas folgas e férias por vocação”, destacou o coronel Amorim, ressaltando o esforço humano por trás da tecnologia.

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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