O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nas redes sociais, o uso de um banner no Congresso Nacional do PT (Partido dos Trabalhadores) que pede a volta de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores, ao país sul-americano.
“PT defende o ditador, e não o povo venezuelano oprimido. E eu estou sendo processado no STF por uma postagem em que denuncio a parceria entre Lula e Maduro”, escreveu o senador.
A manifestação de Flávio Bolsonaro ocorre em meio a um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar suposta calúnia cometida por ele contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O que diz a investigação no STF
Na semana passada, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a abertura de um inquérito para apurar postagem de Flávio Bolsonaro nas redes sociais. Na ocasião, o senador compartilhou uma imagem na qual associa o petista a Nicolás Maduro.
Na publicação, Flávio Bolsonaro escreveu:
“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
Na decisão, Moraes detalha que a publicação de Flávio Bolsonaro em uma mídia social, em “ambiente virtual público”, atribui fatos criminosos ao presidente da República. A postagem menciona a prática de delitos como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e fraudes em eleições.
Contexto político
O banner criticado por Flávio Bolsonaro foi exibido durante o Congresso Nacional do PT, evento que reúne dirigentes e militantes do partido para debater diretrizes políticas. A imagem pedia o retorno de Maduro e Cilia Flores à Venezuela, país que enfrenta crise política e econômica sob o governo do chavismo.
Nicolás Maduro, que governou a Venezuela por mais de uma década, está preso e responde a investigações internacionais. Sua esposa, Cilia Flores, também é alvo de questionamentos sobre sua atuação política no país.
Próximos passos da apuração
O inquérito aberto por Alexandre de Moraes seguirá os trâmites legais do STF. Flávio Bolsonaro terá direito a apresentar defesa e produzir provas no curso da investigação. Até o momento, o senador não se manifestou oficialmente sobre os desdobramentos jurídicos do caso.
A assessoria de Flávio Bolsonaro informou que ele mantém o direito de criticar políticas públicas e alianças políticas, dentro dos limites da liberdade de expressão. Já a defesa do presidente Lula não comentou especificamente sobre a postagem do senador, mas reforçou que eventuais acusações infundadas serão tratadas nas instâncias competentes.
Fonte/Créditos: Gazeta Brasil
Créditos (Imagem de capa): Reprodução/X)
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