A ativista feminista Fernanda Salles recebeu asilo político na Europa após ser alvo de um inquérito no Brasil por “transfobia”. A investigação foi aberta depois que Fernanda publicou, nas redes sociais, que a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), mulher trans, é “homem”.
Segundo Fernanda, a declaração foi baseada em seu entendimento biológico de sexo e gênero. A ativista argumenta que sua fala não teve intenção discriminatória, mas sim de defender os direitos das mulheres com base no sexo biológico. Apesar disso, ela foi incluída como investigada em um processo por suposto crime de preconceito, com risco de prisão.
Ameaçada de censura e de perder sua liberdade, Fernanda decidiu deixar o país. O nome do país europeu que concedeu o asilo não foi divulgado por razões de segurança. Em nota, a ativista afirmou que “no Brasil, não há mais espaço para liberdade de expressão quando ela contraria a ideologia dominante”.
O caso reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão, ativismo feminista e legislação sobre crimes de ódio no Brasil. Setores conservadores e feministas críticas ao transativismo denunciam perseguição e censura por parte do Judiciário.
As informações são da Revista Oeste.