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‘Fã encubada’: Nikolas sobre Erika Hilton após ela acioná-lo na AGU

Deputado federal respondeu por meio de postagem nas redes sociais

‘Fã encubada’: Nikolas sobre Erika Hilton após ela acioná-lo na AGU
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu em tom irônico à ação movida pela presidente da Comissão da Mulher na Câmara, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), contra ele na Advocacia-Geral da União (AGU). A congressista acusa o colega de distorcer o projeto de lei da misoginia em publicações nas redes sociais.

O parlamentar postou uma reação inusitada nesta quinta-feira (26): Nikolas usou a imagem de uma notícia sobre a atitude de Erika Hilton e inseriu o áudio com a letra da música “Fala mal de mim”, de MC Beyoncé, hoje conhecida como Ludmilla. O trecho publicado é uma parte da estrofe da música.

— Não adianta, não tem vergonha na cara; fala mal de mim, mas é minha fã encubada — publicou Nikolas nos stories da sua conta no Instagram.

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ENTENDA O CASO
Nesta quarta-feira (25), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as redes sociais para se manifestar após o Senado Federal aprovar o Projeto de Lei nº 896/2023, que inclui a misoginia como um dos crimes de preconceito previstos na Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989). O texto, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e que teve como relatora a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), aguarda a análise da Câmara dos Deputados.

Em um vídeo, Nikolas disse que é preciso entender o que é misoginia. Para ele, trata-se de um “instrumento de lei extremamente subjetivo para poder silenciar as outras pessoas”. Em outra publicação, ele questionou se “rebaixar mulheres” ao termo “pessoas que gestam” também seria considerado misoginia.

— Essa lei que foi aprovada no Senado nunca tratou a respeito de agressão, de homicídio contra mulheres. Até mesmo porque todos esses casos já têm punição. (…) Na prática, o que eles estão querendo com essa criminalização da misoginia não é uma ação concreta contra, por exemplo, estupradores, criminosos, homens que batem em mulher. (…) É um instrumento de lei extremamente subjetivo para poder silenciar as outras pessoas, inclusive mulheres — afirmou o deputado.

Diante das declarações, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) pediu que a Advocacia-Geral da União (AGU) fizesse uma apuração sobre as postagens do deputado relativas ao Projeto de Lei (PL) da Misoginia.

A parlamentar alegou que o congressista distorceu o teor da proposta aprovada no Senado, divulgando informações que não existem no projeto de lei. Hilton pediu a remoção dos conteúdos, além da responsabilização e retratação do deputado. Também solicitou a apuração dos perfis que divulgaram as publicações.

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