Aliados Brasil Notícias

Aguarde, carregando...

Terça-feira, 14 de Abril 2026
MENU

Notícias / Internacional

Ex-piloto americano de caça F-35 é preso após ajudar a China no treinamento de aviadores militares

'

Ex-piloto americano de caça F-35 é preso após ajudar a China no treinamento de aviadores militares
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O ex-oficial e piloto da Força Aérea Americana (USAF), Gerald Eddie Brown Jr., conhecido pelo indicativo de chamada “Runner”, de 65 anos, foi preso nesta quarta-feira (25) em Jeffersonville, no estado de Indiana.

Cidadão americano, ele foi acusado formalmente de fornecer e conspirar para fornecer serviços de defesa a pilotos militares chineses sem autorização, em violação à Lei de Controle de Exportação de Armas (Arms Export Control Act – AECA). Brown deverá comparecer inicialmente perante um juiz federal no Distrito Sul de Indiana em 26 de fevereiro de 2026.

De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o ex-militar teria treinado pilotos da Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China (PLAAF) sem a licença exigida pelo Departamento de Estado americano, conforme previsto no Regulamento Internacional de Tráfego de Armas (ITAR). Como cidadão dos EUA, ele precisava de autorização prévia da Diretoria de Controles de Comércio de Defesa (DDTC) para prestar qualquer tipo de treinamento militar a estrangeiros ou forças armadas de outros países.

Publicidade

Leia Também:

Segundo a acusação, desde pelo menos agosto de 2023, Brown teria conspirado com cidadãos estrangeiros e americanos para ministrar treinamento em aeronaves de combate a pilotos chineses. Em dezembro daquele ano, ele viajou à China para iniciar as atividades. Ainda conforme a denúncia, no primeiro dia no país asiático, respondeu por três horas a perguntas sobre a Força Aérea dos EUA e, no segundo dia, apresentou um briefing pessoal à PLAAF. Ele permaneceu na China até retornar aos Estados Unidos no início de fevereiro de 2026.

As autoridades afirmam que Brown iniciou as negociações contratuais por meio de um intermediário, que tratou com Stephen Su Bin, cidadão chinês condenado em 2016 por conspiração para invadir redes de grandes contratantes de defesa dos EUA e roubar dados militares sensíveis para a República Popular da China. Su Bin foi sentenciado a quase quatro anos de prisão, e sua empresa foi incluída, em 2014, na lista de entidades restritas do Departamento de Comércio dos EUA.

Ao longo de sua carreira militar, Brown serviu por mais de 24 anos na USAF, deixando o serviço ativo em 1996 com a patente de major. Ele comandou unidades sensíveis responsáveis por sistemas de lançamento de armas nucleares, liderou missões de combate e atuou como instrutor de pilotos de caça e de simulador em diferentes aeronaves, incluindo o F-4 Phantom II, o F-15 Eagle, o F-16 Fighting Falcon e o A-10 Thunderbolt II. Posteriormente, trabalhou como piloto comercial de cargas e, mais recentemente, como instrutor contratado de simulador para empresas de defesa americanas, treinando pilotos militares no F-35 Lightning II e no A-10.

Em comunicado, autoridades americanas destacaram que o treinamento militar fornecido a adversários estratégicos representa ameaça significativa à segurança nacional e advertiram que cidadãos dos EUA que prestarem serviços desse tipo sem licença estarão sujeitos a responsabilização criminal.

O caso é investigado pelo escritório do Federal Bureau of Investigation (FBI) em Nova York, com apoio de outras unidades da agência e do Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea (AFOSI). A ação penal é conduzida por promotores da Divisão de Segurança Nacional do Departamento de Justiça e pelo Ministério Público federal do Distrito de Columbia.

As acusações contra Brown seguem linha semelhante à de outros processos anteriores envolvendo ex-militares americanos acusados de treinar pilotos chineses sem autorização, em violação à legislação de controle de exportações de defesa. Caso seja condenado, o ex-piloto pode pegar até 20 anos de prisão e ter que pagar multa de US$ 1 milhão de dólares.

Fonte/Créditos: Aeroin

Comentários:

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Aliados Brasil
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR