O Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos informou, em sua conta no X, a expulsão de um “funcionário brasileiro relevante” por “manipular o sistema de imigração para contornar pedidos de extradição” e “prolongar caça às bruxas políticas”.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA. Hoje, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso”, diz o texto compartilhado pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.
Marcelo Ivo de Carvalho
Segundo informações do portal Metrópoles, o funcionário citado é o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atua como oficial de ligação com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, na sigla em inglês), em Miami. Carvalho exerce a função desde agosto de 2023.
Na última quinta-feira, a PF reuniu-se com as autoridades americanas para entender as condições da soltura de Alexandre Ramagem.
Desde a prisão, aliados do ex-deputado acusaram autoridades brasileiras de tentarem usar o ICE para driblar o pedido de extradição.
Contradições
Ramagem foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) na última segunda-feira, 13, por questões migratórias.
Após a prisão, a Polícia Federal disse que a prisão do ex-deputado ocorreu no âmbito de uma “cooperação policial internacional” entre o órgão brasileiro e o ICE.
“A Polícia Federal informa que um brasileiro condenado pelo Supremo Tribunal Federal foi preso, nesta segunda-feira (13/4), em Orlando/ Flórida, pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) dos Estados Unidos da América (EUA). A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e as autoridades policiais dos EUA. O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, de golpe de Estado e de tentativa de abolição violenta do Estado de Direito.”
A soltura de Ramagem, dois dias depois da detenção, contraria a versão da Polícia Federal, que falou em “cooperação policial internacional” com o ICE, o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas.
O ex-parlamentar deixou o Brasil em setembro de 2025 de forma clandestina.
Ele teve o passaporte diplomático após a cassação de seu mandato pela Câmara dos Deputados do Brasil, em dezembro de 2025.
Fonte/Créditos: O antagonista
Créditos (Imagem de capa): Foto: Freddie Everett/Departamento de Estado dos EUA
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