O Departamento de Estado americano cancelou mais de 6 vistos de estudantes internacionais por violações da lei e permanência em condições irregulares no país.
Segundo a BCC, a maioria dos casos de revogação envolveu episódios de agressão, direção sob efeito de álcool, roubo e “apoio ao terrorismo”.
Do total, cerca de 4 mil teriam violado diretamente a lei.
Outros 300 foram anulados com base no artigo INA 3B, que define de forma ampla o conceito de atividade terrorista, incluindo atos que coloquem vidas em risco ou violem a lei.
A medida faz parte da ofensiva do governo Donald Trump contra a imigração e estudantes estrangeiros.
Dados de candidatos
As universidades Columbia e Brown, instituições da chamada Ivy League, firmaram acordos com o governo de Donald Trump para divulgar dados detalhados de admissão dos ingressantes, como notas de testes padronizados, além de informações raciais de todos os candidatos.
Essa medida, estabelecida em Nova York e Rhode Island, busca implementar processos seletivos estritamente “baseados no mérito”, em resposta à pressão governamental para combater políticas universitárias “woke” e assegurar conformidade com a decisão da Suprema Corte, de 2023, que proíbe a consideração de raça nas admissões.
A iniciativa poderá remodelar profundamente os critérios de seleção estudantil nos Estados Unidos.
Pressão de Trump gera resultados
Os acordos exigem que Columbia e Brown mantenham “políticas de admissão baseadas no mérito”, vedando qualquer preferência “ilegal” com base em raça, cor ou origem nacional. O governo terá acesso a dados de candidatos aceitos e rejeitados, discriminados por raça, cor, média de notas e desempenho em testes padronizados.
A Casa Branca interpreta a obtenção desses dados como um avanço contra políticas universitárias progressistas, que abrangem ações afirmativas e programas de diversidade, equidade e inclusão, que discriminariam com base na raça.
A secretária de Educação, Linda McMahon, afirmou que os candidatos “serão julgados apenas por seus méritos, não por raça ou sexo”, e o presidente Donald Trump celebrou a medida em sua plataforma, Truth Social, declarando que “woke está oficialmente MORTO na Brown”.
Funcionários universitários e especialistas, contudo, manifestam receio de que o governo ou grupos privados utilizem os dados para novas acusações de discriminação contra as faculdades, ameaçando seu financiamento federal.
Fonte/Créditos: O Antagonista
Créditos (Imagem de capa): Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca