O ministro-adjunto da Aviação Civil da Índia, Murlidhar Mohol, disse que os investigadores não descartam a hipótese de sabotagem no caso do acidente com o avião da Air India que caiu no dia 12 de junho, em Ahmedabad, e deixou pelo menos 279 mortos.
“Estão sendo analisadas todas as abordagens”, disse o ministro ao canal de notícias NDTV. “É muito cedo para afirmar, mas, seja qual for a razão [do acidente], ela será conhecida.”
O ministro deu a entender que o governo indiano poderá ter mais informações sobre o acidente nos próximos três meses.
O desastre aéreo marcou o primeiro acidente fatal que envolve um Boeing 787. O modelo, que caiu logo depois da decolagem, é a versão inicial da família Dreamliner, produzida pela Boeing com o objetivo de revolucionar o transporte aéreo internacional.
O modelo alia economia de combustível, conforto e alcance intercontinental e é usado por diversas companhias aéreas ao redor do mundo, incluindo Air India, Latam, British Airways, ANA, United Airlines e Qatar Airways.
A aeronave tem autonomia para voar 13 mil quilômetros sem fazer escalas, o que permite rotas diretas de longa distância, como São Paulo–Johannesburgo, Nova York–Tóquio ou Londres–Buenos Aires.
Além disso, a cabine dos pilotos é totalmente digital. O modelo conquistou o mercado rapidamente logo que foi lançado, em 2011
Avião caiu logo depois de levantar voo
De acordo com informações do controle de tráfego aéreo, o avião decolou às 13h39 da pista 23 do Aeroporto de Ahmedabad, emitiu um sinal de emergência e, logo depois, perdeu o contato.
Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram o momento da queda. A aeronave caiu em uma aérea residencial próxima ao aeroporto momentos depois de decolar.
A aeronave transportava 242 pessoas. Um balanço provisório divulgado por uma fonte policial dois dias depois da tragédia indicou a morte de 38 pessoas que estavam em solo. Apenas uma pessoa que estava no avião sobreviveu ao acidente.
Créditos (Imagem de capa): Foto: Adnan Abidi/Reuters