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Terça-feira, 28 de Abril 2026
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Escândalo é grande demais para ser empurrado para debaixo do tapete, diz Vieira

Ministro do Supremo suspendeu investigação aprovada por unanimidade; senador anuncia recurso “em todas as instâncias possíveis”

Escândalo é grande demais para ser empurrado para debaixo do tapete, diz Vieira
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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, anunciou que vai contestar a decisão do ministro do STF, Gilmar Mendes, que anulou a quebra de sigilo da Maridt, empresa cujos sócios formais são irmãos do ministro Dias Toffoli.

Em nota divulgada à imprensa, Vieira diz que o Brasil recebe com grande preocupação a decisão do ministro Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilo da Maridt, empresa dos irmãos Toffoli. Como relator da CPI do Crime Organizado, informo que vamos enfrentar esta decisão em todas as instâncias possíveis”.

A medida tinha respaldo, segundo o senador, em investigação sólida: “A quebra de sigilo foi aprovada por unanimidade pela CPI, com fundamentação baseada em elementos que indicam possível vínculo da empresa com os casos Master e Reag, além de notícias consistentes sobre movimentações financeiras suspeitas, inclusive com indícios de lavagem de recursos associados ao Primeiro Comando da Capital”.

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Os irmãos de Toffoli – apontado pelo senador como “sócio oculto” – ingressaram com habeas corpus perante o ministro André Mendonça, relator do caso Master. Mendonça “reconheceu o direito de investigados não serem obrigados a comparecer para depoimento, em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal”, conforme descreve a nota.

Processo reaberto, sigilo anulado

O caminho percorrido pela Maridt chamou a atenção de Vieira. A empresa, segundo ele, “evitou o relator e/ou a livre distribuição, optando por peticionar diretamente ao ministro Gilmar Mendes nos autos de um mandado de segurança arquivado desde março de 2023”.

O desfecho, na avaliação do senador, foi irregular: “O tal processo foi desarquivado, a petição foi recebida, e a quebra de sigilo determinada pela CPI foi declarada nula, com posterior novo arquivamento. Trata-se de flagrante absurdo”.

Para Vieira, o conjunto do que descreve como decisões atípicas e movimentações milionárias suspeitas aponta para uma única direção. “Desse emaranhado de decisões judiciais consideradas atípicas e de movimentações financeiras milionárias e suspeitas, impõe-se uma conclusão: este escândalo é grande demais para ser empurrado para debaixo do tapete”.

Fonte/Créditos: O Antagonista

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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