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Sexta-feira, 24 de Abril 2026
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Embaixada dos EUA reage após Moraes ameaçar punir bancos brasileiros

Em resposta a Moraes, Embaixada diz que as declarações do ministro do STF representam um “padrão de abuso preocupante de poder judicial”

Embaixada dos EUA reage após Moraes ameaçar punir bancos brasileiros
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A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil reagiu à ameaça do ministro Alexandre de Mores, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre punir bancos brasileiros que aplicarem sanções estrangeiras, sem a permissão da Justiça do Brasil. O posicionamento foi encaminhado ao Metrópoles, nesta quinta-feira (21/8).

Em nota, a representação diplomática dos EUA, em Brasília, afirmou que o país continua firme no “compromisso em responsabilizar violadores de direitos humanos por meio de medidas como as sanções da Lei Global Magnitsky“.

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“Essas sanções impostas pela legislação americana são ferramentas essenciais de responsabilização e não podem ser enfraquecidas sem gerar consequências financeiras significativas”, disse a embaixada dos EUA. “As declarações do ministro Alexandre de Moraes, incluindo as que tratam de exigências para bancos brasileiros, estão fundamentalmente equivocadas e refletem um padrão preocupante de abuso de poder judicial”, complementou.

Além de se opor as falas de Moraes, a embaixada ainda questionou o governo brasileiro: “Os líderes eleitos do Brasil agirão de forma decisiva para se opor a essa situação?”.

Não está claro sobre quais “líderes eleitos” o governo norte-americano se refere. A frase, contudo, coincide com a tentativa da oposição em pautar o impeachment de Moraes no Senado.

Até o momento, alas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já coletaram 41 assinaturas. O número é considerado simbólico, já que o andamento da medida depende do presidente da casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), e precisa de 54 votos para ser aprovado, caso entre em votação.

 

Retaliação contra bancos brasileiros

Sancionado com base na Lei Magnitsky, Moraes declarou, em entrevista à Reuters, que a Justiça brasileira pode punir instituições financeiras que cumpram ordens de bloqueio dos EUA.

Na prática, o ministro do STF está impedido de realizar qualquer movimentação financeira ou negócios com instituições dos EUA, ou que estejam sob a jurisdição do país.

A retaliação contra Moraes tem como plano de fundo o julgamento de Bolsonaro, acusado de liderar uma organização criminosa que teria tentado, em 2022, um golpe de Estado no Brasil.

O filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), é uma das peças centrais na articulação política com autoridades dos EUA, em busca de sanções contra autoridades brasileiras. Segundo investigações recentes da Polícia Federal (PF), pai e filho atuam em busca de uma intervenção no processo judicial sobre a tentativa de golpe.

 

 

Fonte/Créditos: Metrópoles

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