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Delação de Vorcaro é seletiva e busca proteger aliados, avaliam investigadores

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Delação de Vorcaro é seletiva e busca proteger aliados, avaliam investigadores
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Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, investigadores envolvidos no caso do Banco Master avaliam que a proposta de delação apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro está longe de atender às expectativas da Polícia Federal e do Ministério Público. A avaliação interna é de que o material entregue contém poucas revelações relevantes e ainda preserva figuras consideradas centrais nas investigações.

De acordo com a coluna, os investigadores acreditam que Vorcaro estaria “escolhendo alvos” para incriminar enquanto evita citar nomes de aliados influentes. Um dos exemplos mencionados seria o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (7) por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.

A interpretação da equipe que analisa os anexos entregues pelo banqueiro é de que Vorcaro ainda aposta na rede de influência construída ao longo dos anos para tentar encontrar uma saída alternativa à colaboração premiada. A proposta apresentada no início da semana teria omitido pontos considerados cruciais pela investigação, incluindo informações sobre supostos pagamentos mensais de até R$ 500 mil a Ciro Nogueira em troca de apoio a pautas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional.

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Ainda segundo a apuração de Malu Gaspar, o trecho referente ao senador continha apenas informações genéricas e consideradas favoráveis ao parlamentar, o que teria levado investigadores a apelidarem internamente o capítulo de “a beatificação de Ciro”.

Os investigadores também teriam estranhado a ausência de detalhes sobre outras autoridades mencionadas nas apurações envolvendo o banco. Entre os nomes citados nos bastidores estariam o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU).

A proposta entregue por Vorcaro é vista por integrantes da investigação mais como uma peça de defesa do que como uma colaboração efetiva. A avaliação é de que, para avançar em um eventual acordo, o banqueiro precisará apresentar informações mais completas e aprofundadas.

A reportagem relembra ainda mensagens trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes no dia em que o banqueiro foi preso pela primeira vez pela Polícia Federal, em novembro do ano passado. Segundo o conteúdo obtido pela PF e revelado anteriormente pelo blog de Malu Gaspar, Vorcaro perguntou ao ministro: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, horas antes de ser detido no aeroporto de Guarulhos quando tentava embarcar para Dubai.

Outro ponto destacado pela coluna envolve um contrato firmado entre o Banco Master e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O acordo previa pagamentos de R$ 3,6 milhões mensais durante três anos para atuação em diferentes órgãos federais. Segundo a reportagem, porém, o material entregue por Vorcaro não apresenta novos elementos sobre essa relação.

Fontes ouvidas pela jornalista afirmaram que delações envolvendo ministros do STF costumam enfrentar obstáculos. Um interlocutor citado na matéria afirmou: “Sempre que alguém delata ministro do STF, as coisas desandam”.

Antes das negociações, a defesa de Daniel Vorcaro havia sinalizado que o banqueiro faria uma delação “sem poupar ninguém”. Até o momento, no entanto, investigadores consideram que isso não aconteceu.

A reportagem também menciona uma conversa obtida pela Polícia Federal entre Vorcaro e sua então namorada, a influenciadora Martha Graeff, em que o banqueiro afirmou: “Esse negócio de banco sempre falei que é igual máfia. Não dá pra sair. Ninguém sai. Bem não sai. Só sai mal”.

Segundo Malu Gaspar, apesar do avanço das investigações, integrantes da apuração acreditam que Vorcaro ainda tenta preservar parte de sua rede de relações políticas e jurídicas enquanto negocia sua situação com as autoridades.

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