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Datafolha: 88% dos eleitores de Flávio defendem candidatura após caso ‘Dark Horse’

Apesar das revelações sobre pedido de financiamento a Daniel Vorcaro, maioria dos apoiadores mantém confiança no senador; parlamentar oscilou de 35% para 31% das intenções de voto

Datafolha: 88% dos eleitores de Flávio defendem candidatura após caso ‘Dark Horse’
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Pesquisa Datafolha realizada nos dias 20 e 21 de maio aponta que 88% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) defendem que o senador siga na disputa pela presidência da República, mesmo após as revelações do caso “Dark Horse”. O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-07489/2026, ouviu 2.004 pessoas em 139 cidades e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais.

Apesar do apoio da base, a pesquisa registrou impacto na intenção de votos do senador. Na simulação de primeiro turno, Flávio Bolsonaro passou de 35% para 31%. No segundo turno, o índice oscilou de 45% para 43%. No mesmo período, o presidente Lula (PT) oscilou de 38% para 40% no primeiro turno e de 45% para 47% em um eventual embate direto.

O caso “Dark Horse” refere-se ao pedido de financiamento feito pelo senador ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção de um filme sobre a campanha de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro admitiu o encontro e a solicitação de recursos após ter negado o episódio inicialmente. Vorcaro está preso e sua rede de contatos é alvo de investigação.

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Entre os eleitores que declaram voto no senador, 72% tomaram conhecimento do caso. Nesse grupo, 73% afirmam que mantêm a confiança no pré-candidato e 53% avaliam que ele agiu corretamente ao solicitar o dinheiro. Os dados contrastam com a visão do eleitorado geral, no qual 64% desaprovam a conduta do parlamentar e 48% defendem a retirada da candidatura.

Na hipótese de Flávio Bolsonaro não participar do pleito, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparece como a sucessora favorita para 60% dos eleitores do senador e 39% do total de entrevistados. Outros nomes mencionados pelos apoiadores de Flávio são o deputado Eduardo Bolsonaro (15%), Romeu Zema (13%) e Ronaldo Caiado (10%).

Fonte/Créditos: Jovem Pan

Créditos (Imagem de capa): Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

Comentários

Autor da postagem
Anderson Silva • 24/05/2026 06:20
O Duplo Padrão: A diferença entre erro político e corrupção institucional no caso Banco Master

Quando analisamos os escândalos recentes envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro (dono do liquidado Banco Master), fica evidente a diferença entre o que é um erro político e o que é o verdadeiro sequestro das instituições. O sistema age de forma hipócrita: cobra pureza absoluta de um lado, enquanto ignora crimes sistêmicos do outro.

1. O Caso Flávio Bolsonaro (O Filme)
O vazamento de áudios em que Flávio pede patrocínio ao banqueiro para um filme sobre Jair Bolsonaro foi um desastre e uma enorme estupidez política. No entanto, do ponto de vista estritamente jurídico, não há crime de corrupção ou tráfico de influência ali. Por quê? Porque não há contrapartida de Estado.

Na época dos áudios, o Banco Master ainda não havia sido liquidado pelo Banco Central (o que só ocorreu em novembro de 2025), logo, não havia como Flávio prever a dimensão do escândalo. Além disso, a oposição não tem o que oferecer a um banqueiro desesperado. Como bem resume a lógica óbvia: se Flávio ou a direita tivessem algum poder real sobre o sistema atual, usariam para livrar Bolsonaro de suas condenações, e não para vender favores a bancos.

2. O Verdadeiro Escândalo (Planalto e STF)
O que Daniel Vorcaro realmente comprou foi poder e proteção de quem tem a caneta na mão:

- A Presidência: O banqueiro foi recebido por Lula, fora da agenda, no Palácio do Planalto, e aconselhado a não vender o banco, sob a promessa de que a entrada de Gabriel Galípolo no Banco Central mudaria o cenário a seu favor. Paralelamente, o ex-ministro petista Guido Mantega recebia R$ 1 milhão por mês do banco.
- O Supremo Tribunal Federal (STF): O banco assinou um contrato de inacreditáveis R$ 129 milhões com o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes para "revisar compliance" (tendo pago R$ 80,2 milhões antes de o banco quebrar). Além disso, o ministro Dias Toffoli (que relatava inquéritos do banco) vendeu sua parte no luxuoso resort Tayayá para um fundo ligado ao próprio Vorcaro, além de utilizar aviões de empresários ligados ao banqueiro.

A Conclusão
Em um país com instituições sérias, esposas de juízes da Suprema Corte recebendo dezenas de milhões de um banco investigado causaria prisões e impeachments imediatos. No Brasil, o sistema relativiza.

Enquanto a mídia e a esquerda tentam transformar o "cancelamento" por contato na agenda ou o áudio de um patrocínio de filme no maior crime do século, eles fingem não ver o aparelhamento milionário do STF e do Planalto. É a perfeita definição bíblica de Mateus 23:24: "Coam o mosquito e engolem o camelo".
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