As duas maiores facções criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), alcançaram uma presença territorial no país maior que a do McDonald’s, a maior rede de fast-food do mundo.
De acordo com dados do Mapa das Organizações Criminosas do Ministério da Justiça, ambas as facções atuam em 25 estados brasileiros e no Distrito Federal. A única exceção é o Rio Grande do Sul, que possui dinâmicas criminosas locais próprias
Para efeito de comparação, o McDonald’s, presente no Brasil desde 1979 com mais de mil restaurantes, opera em 23 estados e no DF, ficando de fora do Acre, Amapá e Roraima, conforme informações do portal Poder360.
Embora tenham alcance nacional, as facções mantêm suas bases históricas: o PCC não atua no Rio de Janeiro, enquanto o CV não está em São Paulo.
O tamanho, impacto e o modus operandi desses grupos levaram o Departamento de Estado dos Estados Unidos a classificar o PCC e o CV como “organizações terroristas estrangeiras”.
ORIGEM
As duas organizações criminosas têm origens e modelos de gestão diferentes. O PCC nasceu em 1993 na Casa de Custódia de Taubaté, em São Paulo, alegando como objetivo combater abusos do sistema prisional após o Massacre do Carandiru.
Ao longo de três décadas, o PCC se transformou em uma organização altamente hierarquizada, que funciona com a estrutura de uma corporação multinacional.
Com cerca de 40 mil integrantes e um faturamento anual estimado em R$ 6 bilhões, a facção domina rotas internacionais na Bolívia, Paraguai e Colômbia.
Por outro lado, o Comando Vermelho surrgiu no final da década de 1970 no Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, no Rio de Janeiro, a partir da convivência entre presos comuns e presos que combatiam o regime militar.
Ao contrário do PCC, o CV se estruturou de forma descentralizada. O CV ampliou seu poder econômico a partir dos anos 1980, por meio da rota internacional da cocaína e consolidou seu domínio territorial, especialmente sobre favelas cariocas.
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Território ocupado pelo CV em Belém do Pará Foto: EFE/ Sebastiao Moreira
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