A primeira semana da COP30, em Belém, termina com impasses importantes ainda sem solução. Os principais temas avançaram pouco, alimentando o temor de que a conferência tenha dificuldade para entregar resultados concretos.
Organização
Na quinta-feira (13), a ONU (Organização das Nações Unidas) enviou uma carta ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, e ao governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), criticando a organização do evento pelo Brasil e cobrando ajustes imediatos.
Segundo apurou a CNN, trata-se de uma movimentação incomum: embora a ONU seja responsável pela gestão da “Blue Zone”, área oficial de negociação, ela raramente formaliza insatisfações dessa forma durante conferências climáticas.
O episódio que motivou a reação foi a invasão de manifestantes na noite de terça-feira (11) à Blue Zone, rompendo o controle de acesso e interrompendo parte da programação. A ONU apontou falhas de segurança e pediu reforço urgente.
Além disso, delegações têm relatado problemas desde o primeiro dia, como falhas na refrigeração dos pavilhões, falta de água em banheiros e dificuldades operacionais consideradas atípicas para um evento dessa escala.
Após o envio da carta, a Casa Civil divulgou a seguinte nota:
“A Casa Civil não esteve envolvida na tomada de decisão das forças de segurança pública referente aos protestos de 11 de novembro. A segurança interna da Blue Zone está a cargo da UNDSS, que define como serão protegidas todas as áreas em seu interior. Destacamos que todas as solicitações da ONU têm sido atendidas e, ontem (12), os Governos Federal e Estadual, juntamente com o Departamento das Nações Unidas para Segurança e Proteção (UNDSS, na sigla em inglês), realizaram a reavaliação dos meios e quantitativos policiais para preservação dos perímetros de segurança Laranja e Vermelha da COP30, que também foram ampliados.”
Fonte/Créditos: CNN
Créditos (Imagem de capa): Divulgação/Planalto
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