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Domingo, 26 de Abril 2026
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Conselho com 26 pastores sai em defesa de Malafaia e faz apelo ao STF

Grupo repudia decisão de Moraes e alerta para riscos à liberdade religiosa e de expressão

Conselho com 26 pastores sai em defesa de Malafaia e faz apelo ao STF
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Um grupo formado por 26 líderes evangélicos divulgou nota pública em defesa do pastor Silas Malafaia, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STFAlexandre de Moraes incluí-lo no inquérito que investiga a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos em busca de sanções contra autoridades brasileiras.

A manifestação é assinada por integrantes do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB). No documento, os religiosos afirmam que a decisão de Moraes é “imprópria e injusta” e acusam a Corte de promover perseguição que “ultrapassa o âmbito político e atinge também a esfera religiosa”.

Segundo o texto:

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“O pastor Silas Malafaia é uma das maiores lideranças evangélicas do país, com reconhecimento internacional, sendo uma das principais vozes que representam o povo evangélico brasileiro. Não podemos aceitar tamanha perseguição, que ultrapassa o âmbito político e atinge também a esfera religiosa.”

Apelo ao STF e ao Congresso

 

Os líderes fizeram um apelo aos ministros do STF, bem como a senadores e deputados federais, sem especificar medidas concretas. Na nota, afirmam que o Brasil estaria “caminhando para algo perigoso e inaceitável”:

“Apelamos aos ministros do STF, bem como a senadores e deputados, pois o Brasil está caminhando para algo perigoso e inaceitável. A liberdade de expressão e a liberdade religiosa são inegociáveis no Estado Democrático de Direito, como garante a nossa Constituição.”

Malafaia e o inquérito

 

Malafaia, aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, passou a ser investigado no mesmo processo que mira também o próprio Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo, apontado como braço direito de Eduardo Bolsonaro no exterior.

 

O inquérito, relatado por Alexandre de Moraes, busca apurar se houve articulação internacional contra instituições brasileiras, incluindo pedidos de sanções a ministros do STF.

Repercussão dentro do STF

 

A inclusão de Malafaia no inquérito provocou reação interna no Supremo. O ministro André Mendonça, indicado por Bolsonaro e identificado como “terrivelmente evangélico”, fez contatos com colegas da Corte e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Segundo relatos, Mendonça defendeu que as liberdades de expressão e religiosa não podem ser criminalizadas. Ele também alertou que a decisão pode intensificar a insatisfação da comunidade evangélica com o STF.

 

Em conversa com Motta, Mendonça destacou que a medida pode gerar reação da bancada evangélica no Congresso, aumentando a pressão sobre a Corte.

Quem assina a nota

O manifesto do CIMEB tem a assinatura de 26 nomes do meio evangélico:

  • César Augusto
  • Abner Ferreira
  • Robson Rodovalho
  • Renê Terra Nova
  • Samuel Câmara
  • Estevam Hernandes
  • Agenor Duque
  • Cláudio Duarte
  • Jorge Linhares
  • Jabes de Alencar
  • Ezequiel Teixeira
  • Abe Huber
  • Silmar Coelho
  • Marcos Gregório
  • Flamarion Rolando
  • Galdino Júnior
  • Luiz Hermínio
  • Simonton Araújo
  • Paulo Roberto
  • Estevam Fernandes
  • Gidalt Alencar
  • Antônio Antunes
  • Michael Aboud
  • Josué Valandro
  • Fábio Santos
  • Wilton Costa

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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