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Quinta-feira, 23 de Abril 2026
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Conheça a toxina ligada à floresta amazônica apontada na morte de Alexei Navalny

Reino Unido e outros quatro países europeus afirmam que a epibatidina, neurotoxina associada à fauna amazônica, foi usada no envenenamento do opositor russ

Conheça a toxina ligada à floresta amazônica apontada na morte de Alexei Navalny
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O líder da oposição russa, Alexei Navalny, morreu na prisão em fevereiro de 2024 em decorrência de envenenamento por uma toxina letal presente em rãs-dardo do Equador, segundo afirmaram o Reino Unido e outros quatro países europeus. A conclusão consta em comunicado conjunto divulgado por Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Países Baixos.

Navalny morreu aos 47 anos na colônia penal IK-3, localizada em Jarp, na região ártica da Rússia. Moscou sustenta que a morte ocorreu por causas naturais. No entanto, os governos europeus afirmam que, diante da toxicidade da epibatidina e dos sintomas relatados, “é muito provável” que o envenenamento tenha sido a causa do óbito.

A epibatidina é um alcaloide neurotóxico isolado na década de 1970 a partir da rã Epipedobates tricolor, espécie encontrada no Equador e associada ao bioma amazônico. Trata-se de uma das substâncias naturais mais potentes já estudadas pela ciência. Ela atua diretamente nos receptores nicotínicos de acetilcolina do sistema nervoso, interferindo na transmissão dos impulsos nervosos.

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Em estudos laboratoriais, a epibatidina demonstrou potência analgésica centenas de vezes superior à morfina. No entanto, a diferença entre a dose capaz de produzir efeito e a dose potencialmente letal é extremamente pequena, o que inviabilizou seu desenvolvimento como medicamento. Entre os efeitos conhecidos estão paralisia muscular, insuficiência respiratória, convulsões e colapso cardiovascular.

Pesquisadores acreditam que as rãs-dardo não produzem a toxina diretamente, mas a acumulam a partir de sua dieta, especialmente ao consumir determinados insetos. A substância, porém, também pode ser sintetizada em laboratório, sem necessidade de extração direta do animal.

“Só o governo russo tinha os meios, o motivo e a oportunidade de usar essa toxina letal contra Alexei Navalny durante seu encarceramento na Rússia”, declarou a ministra britânica do Interior, Yvette Cooper, durante coletiva paralela à Conferência de Segurança de Munique. “Hoje, ao lado de sua viúva, o Reino Unido lança luz sobre o plano bárbaro do Kremlin para silenciar sua voz”, acrescentou.

A viúva do opositor, Yulia Navalnaya, afirmou que “cientistas de cinco países europeus concluíram que meu marido foi envenenado com epibatidina, uma neurotoxina, um dos venenos mais mortais da Terra”. Segundo ela, a substância provoca “paralisia, parada respiratória e uma morte dolorosa”. “Era evidente desde o primeiro dia que meu marido havia sido envenenado, mas agora há provas: (o presidente russo, Vladimir) Putin assassinou Alexei com uma arma química”, declarou.

Os cinco países informaram que seus representantes junto à Organização para a Proibição de Armas Químicas comunicaram formalmente o caso ao diretor-geral do órgão, apontando possível violação da Convenção sobre Armas Químicas. Substâncias altamente tóxicas com potencial de uso deliberado contra indivíduos entram no radar da convenção internacional, criada para proibir o desenvolvimento e a utilização de armas químicas. “Nos preocupa, além disso, que a Rússia não tenha destruído todas as suas armas químicas”, afirmaram.

Navalny estava preso desde janeiro de 2021, após retornar à Rússia depois de se recuperar, na Alemanha, de um envenenamento anterior com o agente nervoso novichok, em 2020. Principal opositor do presidente Vladimir Putin, ele se tornou conhecido por investigações anticorrupção e por liderar protestos contra o governo russo.

A morte do dissidente já havia provocado condenação internacional. Com a nova revelação sobre a toxina, governos europeus afirmam que utilizarão “todos os instrumentos políticos” disponíveis para exigir responsabilização de Moscou. A Rússia nega envolvimento e mantém a versão de morte por causas naturais.

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

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