Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 26 de Junho 2026
MENU
Notícias / Saúde

Câncer colorretal pode triplicar número de mortes no Brasil até 2030; especialistas alertam para prevenção

Estudo aponta aumento expressivo da mortalidade pela doença nos próximos anos e reforça a importância do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos saudáveis

Câncer colorretal pode triplicar número de mortes no Brasil até 2030; especialistas alertam para prevenção
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O câncer colorretal, que afeta o cólon e o reto, segue entre os tipos de tumor mais frequentes e letais no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 45 mil novos casos da doença devem ser registrados anualmente no país, reforçando a necessidade de ampliar a conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce.

Além da alta incidência, um estudo publicado na revista científica The Lancet Regional Health Americas projeta um cenário preocupante para os próximos anos. Segundo a pesquisa, o número de mortes por câncer colorretal deverá crescer quase três vezes entre 2026 e 2030, período em que aproximadamente 127 mil brasileiros poderão perder a vida em decorrência da doença.

As projeções indicam um aumento de 181% na mortalidade entre os homens e de 165% entre as mulheres, em comparação com dados registrados há duas décadas. No total, estima-se que o câncer colorretal tenha provocado mais de 635 mil mortes no Brasil entre 2001 e 2030.

Publicidade

Leia Também:

Impacto humano e econômico

Além das perdas humanas, a doença também provoca impactos econômicos significativos. Os pesquisadores estimam prejuízos de aproximadamente R$ 22,6 bilhões em perdas de produtividade, consequência das mortes prematuras e do afastamento de pacientes em idade produtiva.

Segundo a pesquisadora Marianna Cancela, do INCA, os dados ajudam a orientar políticas públicas voltadas ao enfrentamento da doença. Em entrevista à Agência Brasil, ela destacou que os números evidenciam o impacto do câncer colorretal sobre a sociedade brasileira.

Por que os casos estão aumentando?

Especialistas apontam que o envelhecimento da população é um dos principais fatores para o crescimento da doença. No entanto, mudanças no estilo de vida também têm contribuído para o aumento dos casos, inclusive entre pessoas mais jovens.

O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, a alimentação pobre em fibras, o sedentarismo, a obesidade e outros fatores relacionados ao estilo de vida são apontados como elementos que aumentam o risco de desenvolvimento do câncer colorretal.

Outro desafio é o diagnóstico tardio. Cerca de 65% dos casos ainda são identificados em estágios mais avançados, quando o tratamento tende a ser mais complexo. A ausência de sintomas nas fases iniciais e as dificuldades de acesso aos serviços de saúde em algumas regiões do país contribuem para esse cenário.

Principais sinais de alerta

Embora o câncer colorretal possa evoluir de forma silenciosa, alguns sintomas merecem atenção, principalmente quando persistem por vários dias ou semanas.

Entre os principais sinais estão:

  • Sangue nas fezes;
  • Alterações persistentes do hábito intestinal, como diarreia ou prisão de ventre;
  • Sensação de evacuação incompleta;
  • Dor ou desconforto abdominal frequente;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Cansaço excessivo e persistente.

Na presença desses sintomas, a orientação é procurar avaliação médica.

Colonoscopia é a principal aliada da prevenção

O rastreamento é considerado uma das formas mais eficazes de reduzir a mortalidade pela doença. As diretrizes médicas recomendam que pessoas sem fatores de risco iniciem a investigação entre os 45 e 50 anos, enquanto quem possui histórico familiar pode precisar começar esse acompanhamento mais cedo, conforme orientação médica.

A colonoscopia é o principal exame para detectar lesões no intestino. Durante o procedimento, o médico consegue identificar e remover pólipos — pequenas alterações que, com o tempo, podem evoluir para um tumor maligno. Quando essas lesões são retiradas precocemente, o desenvolvimento do câncer pode ser evitado.

Tratamento evoluiu nos últimos anos

Caso o diagnóstico seja confirmado, o tratamento varia de acordo com o estágio da doença e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo, que vêm ampliando as opções para determinados pacientes.

Especialistas também destacam a importância do acompanhamento multidisciplinar, envolvendo profissionais como nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas, contribuindo para a qualidade de vida durante o tratamento.

Apesar do cenário preocupante, médicos reforçam que o câncer colorretal é um dos tipos de câncer com maior potencial de prevenção. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso e a realização dos exames indicados continuam sendo as principais estratégias para reduzir os riscos e aumentar as chances de diagnóstico precoce.

Créditos (Imagem de capa): Divulgação

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Aliados Brasil
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR