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Segunda-feira, 11 de Maio 2026
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Bala perdida atinge apartamento no 15º andar em SP: “Parecia bomba”

Caso ocorreu em Campinas. Moradora do imóvel afirma que jamais havia visto uma ocorrência do tipo na região antes

Bala perdida atinge apartamento no 15º andar em SP: “Parecia bomba”
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Sentada na cama, já se preparando para dormir, a empresária Valquíria Leonel, de 44 anos, levou um susto pouco antes da meia-noite de quarta-feira (6/5), ao ouvir um estrondo dentro do apartamento onde mora, no 15º andar de um prédio na Avenida Francisco Glicério, no centro de Campinas, interior de São Paulo.

O disparo, que a polícia acredita ter sido feito a partir de um veículo na rua, atingiu a janela de um quarto do imóvel. O projétil perfurou uma estrutura metálica, quebrou o vidro da janela e deixou marcas no teto e na parede de um quarto antes de parar ao solo. Ninguém ficou ferido.

“Houve um barulhão, parecia uma bomba. Muito alto. E ao mesmo tempo eu ouvi vidro quebrando. […] Eu fui procurando pela casa achando que tinha quebrado alguma coisa”, relatou Valquíria.

A empresária, que é natural do Rio de Janeiro, contou que não cogitou, em momento algum, a possibilidade de o som ter sido de um tiro. Para ela, o barulho deveria ter sido causado por um rojão ou algum tipo de bomba. Ela também afirma que só se levantou porque ouviu o barulho de vidro caindo.

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“Falei: ‘nossa, fez esse barulho todo, foi tão alto assim que chegou a derrubar alguma coisa minha’”, recordou.

Assustada, Valquíria começou a percorrer os cômodos do apartamento tentando entender o que havia acontecido. Primeiro, imaginou que algum objeto tivesse caído, ou que poderia ter sido algum problema com o box do banheiro. Depois, encontrou o segundo quarto do imóvel coberto por estilhaços de vidro.

Veja o dano causado

Bala perdida atinge apartamento no 15º andar em SP: “Parecia bomba” - destaque galeriaMarca deixada por bala perdida na parede de apartamento atingido.Bala perdida no chão do quarto atingido.Janela quebrada após ser atingida por bala perdida em Campinas (SP).

“Eu fui seguindo, tentando entender o que tinha acontecido. Vi aquele buraco na minha janela. Cheguei a pensar que tinham jogado uma pedra.

Segundo ela, a percepção de que o apartamento havia sido atingido por um disparo só veio segundos depois, ao notar um objeto metálico no chão do quarto.

“Aí eu vi um negócio brilhando, mais volumoso no chão. Fui chegando perto e eu vi que era uma bala. Tava quente ainda“, relatou Valquíria.
Ela conta que, ao chegarem ao apartamento, os policiais também demonstraram insegurança, dado que o tipo de ocorrência não é comum na região. Ainda segundo ela, os agentes sugeriram que o tiro foi disparado da rua, provavelmente por um carro em movimento.

Uma possível motivação sugerida foi a de provocar a polícia, dado que há uma guarita em frente ao prédio da empresária.

O Metrópoles procurou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para obter mais informações oficiais a respeito da apuração, mas não obteve retorno até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

Sensação de medo

Apesar de ninguém ter ficado ferido, Valquíria afirma que ainda convive com o impacto emocional e o medo causados pelo episódio. Desde a noite do disparo, ela conta que passou a se assustar com qualquer barulho dentro de casa, além de ter sentido dificuldades para sair em alguns momentos, mesmo durante o dia.

“Cada estalo que tem, um barulho de uma moto, um escape e tudo mais, eu já olho. Uma coisa cai no chão e eu falo: ‘ai, meu Deus’. Estou meio chocada ainda”, contou. “Eu não conseguia sair de dia, estava com medo, agoniada. Estou ainda.”

Segundo a empresária, o fato de o disparo ter atingido um apartamento no 15º andar tornou a situação ainda mais assustadora. Ela também destacou que o quarto atingido estava vazio no momento do disparo, mas que até poucas semanas antes, o cômodo era ocupado por uma familiar, e que chegou a pensar no que poderia ter acontecido caso alguém estivesse no cômodo no momento do disparo.

Valquíria diz ainda que nunca havia visto um caso semelhante acontecer na região central de Campinas.

“Eu nunca tinha ouvido falar aqui no centro de algo assim. Aqui no meu prédio, que tem mais de 60 anos, nunca aconteceu”, afirma. “Sou carioca e nunca ninguém da minha família viu um episódio desse lá. E eu tive aqui em Campinas. Não tem lógica.”

Fonte/Créditos: Metrópoles

Créditos (Imagem de capa): Arquivo pessoal/Cedido ao Metrópoles

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