O atirador responsável por matar duas crianças e ferir pelo menos outras 17 pessoas em uma escola católica em Minneapolis foi identificado como uma mulher trans. Robin Westman, 23 anos, abriu fogo contra a Annunciation Catholic School durante uma missa de volta às aulas, na manhã de quarta-feira.
Conforme ralatado pelo jornal The New York Post, em vídeos postados antes do ataque, Westman, que nasceu com o nome de Robert Westman, exibia um manifesto manuscrito e mensagens como “kill Donald Trump” (matar Donald Trump) e “for the children” (pelas crianças) escritas em carregadores de armas. A informação foi confirmada pelo chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara.
O chefe da Polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, confirmou em entrevista coletiva que o atirador deixou um conjunto de gravações perturbadoras, incluindo um vídeo de 20 minutos em que exibia seu manifesto.

Nas páginas escritas à mão, muitas em código, Westman fantasiava sobre “ser aquele monstro horrível e assustador sobre aquelas crianças indefesas” e demonstrava “profunda admiração pelo massacre de Sandy Hook, em 2012”.
Em outro trecho, ele escrevia sobre o colégio onde estudou: “Estou me sentindo bem em relação à Annunciation. Parece uma boa combinação de ataque fácil e tragédia devastadora… Acho que atacar um grande grupo de crianças voltando do recreio é meu melhor plano. Depois disso, posso entrar e matar, continuar o máximo que eu conseguir”.
Os vídeos revelam ainda que Westman tinha planejado minuciosamente o ataque, inclusive esboçando o interior da igreja e testando armas. Em uma das gravações, intitulada “So long and thanks for all the fish”, ele folheia um caderno vermelho sobre diagramas de armas e escreve: “Eu tive pensamentos sobre assassinato em massa por muito tempo. Estou muito conflituoso em escrever este diário. Preciso colocar meus pensamentos para fora sem entrar numa lista de observação haha!”.
O manifesto também mistura referências políticas e mensagens de ódio. Em uma página, Westman colou um adesivo da bandeira trans com a frase “Defend equality”, sobreposto por um adesivo de um fuzil AK-47. Em outra, escreveu: “Se eu realizar um ataque com motivação racial, seria provavelmente contra judeus sionistas imundos”, chamando-os de “mesquinhos e gananciosos” e acrescentando “FREE PALESTINE!”.

Apesar disso, também registrou frases contraditórias: “Eu odeio o fascismo”, escreveu em uma página, para em seguida acrescentar: “Eu também amo quando crianças são baleadas, eu amo ver crianças sendo despedaçadas”.
Westman demonstrava ainda fixação em possíveis alvos políticos, incluindo Elon Musk e Donald Trump: “Quero um alvo de relevância política ou social”, anotou.
O atirador morreu no local após disparar contra si mesmo. Segundo a polícia, ele portava um rifle, uma espingarda e uma pistola, todas adquiridas legalmente. O chefe Brian O’Hara afirmou que Westman não tinha antecedentes criminais e não era conhecido das autoridades.
Fonte/Créditos: Gazeta do Brasil