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Terça-feira, 09 de Junho 2026
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“Arte não é para os covardes”, diz Janja após rebaixamento da Acadêmicos de Niterói

Escola de samba homenageou o presidente Lula (PT) no Carnaval do Rio de Janeiro

“Arte não é para os covardes”, diz Janja após rebaixamento da Acadêmicos de Niterói
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A primeira-dama Janja reagiu ao rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou Lula (PT) na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.

Nos stories do Instagram, a esposa de Lula, que desistiu de desfilar na última hora, compartilhou duas publicações da agremiação.

Na primeira, a Acadêmicos de Niterói agradeceu o empenho da comunidade:

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A arte não é para os covardes. Comunidade, vocês foram gigantes.”

Na segunda, ela compartilhou uma imagem do desfile com um trecho do samba-enredo: “Lute pra vencer (SIM). Aceite se perder. Se o ideal valer, nunca desista.”

O rebaixamento

A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro.

A escola terminou na última posição entre as 12 agremiações participantes, com 264,6 pontos, e retornará à Série Ouro – o grupo de acesso – no próximo ano.

As piores notas da Acadêmicos de Niterói foram nos quesitos “fantasias” (29,0), “alegorias e adereços” (29,1) e “enredo” (29,3).

O samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” narrou a vida do presidente Lula, desde a infância em Garanhuns (PE) até o retorno ao Palácio do Planalto.

O desfile teve alas que representaram greves operárias, programas sociais e episódios ligados à prisão e à posterior anulação das condenações de Lula. Alegorias trouxeram referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), representado como um palhaço com trajes de presidiário. A letra reproduziu gritos de militância do PT e mencionou, em dois momentos, o número de urna do partido.

Lula acompanhou o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado de ministros e do prefeito Eduardo Paes (PSD)

Escolha do enredo mobilizou a oposição

Michelle Bolsonaro (PL) classificou o desfile como exposição da fé cristã ao escárnio e pediu posicionamento da Frente Parlamentar Evangélica. O presidente da bancada, deputado federal Gilberto Nascimento (PSD), chamou a fantasia de inadmissível e disse que o desfile viu conservadores como inimigos.

O deputado Nikolas Ferreira (PL) ligou o episódio às eleições e pediu que evangélicos recordem o fato ao votar. O senador Flávio Bolsonaro (PL) chamou a ala de ataque à fé de milhões de brasileiros. Romeu Zema (Novo) apontou preconceito religioso. Damares Alves (Republicanos) afirmou que usar verba pública para ridicularizar a igreja evangélica é inadmissível.

Fonte/Créditos: O Antagonista

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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