A primeira-dama Janja reagiu ao rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou Lula (PT) na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
Nos stories do Instagram, a esposa de Lula, que desistiu de desfilar na última hora, compartilhou duas publicações da agremiação.
Na primeira, a Acadêmicos de Niterói agradeceu o empenho da comunidade:
A arte não é para os covardes. Comunidade, vocês foram gigantes.”
Na segunda, ela compartilhou uma imagem do desfile com um trecho do samba-enredo: “Lute pra vencer (SIM). Aceite se perder. Se o ideal valer, nunca desista.”
O rebaixamento
A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro.
A escola terminou na última posição entre as 12 agremiações participantes, com 264,6 pontos, e retornará à Série Ouro – o grupo de acesso – no próximo ano.
As piores notas da Acadêmicos de Niterói foram nos quesitos “fantasias” (29,0), “alegorias e adereços” (29,1) e “enredo” (29,3).
O samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” narrou a vida do presidente Lula, desde a infância em Garanhuns (PE) até o retorno ao Palácio do Planalto.
O desfile teve alas que representaram greves operárias, programas sociais e episódios ligados à prisão e à posterior anulação das condenações de Lula. Alegorias trouxeram referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), representado como um palhaço com trajes de presidiário. A letra reproduziu gritos de militância do PT e mencionou, em dois momentos, o número de urna do partido.
Lula acompanhou o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado de ministros e do prefeito Eduardo Paes (PSD).
Escolha do enredo mobilizou a oposição
Michelle Bolsonaro (PL) classificou o desfile como exposição da fé cristã ao escárnio e pediu posicionamento da Frente Parlamentar Evangélica. O presidente da bancada, deputado federal Gilberto Nascimento (PSD), chamou a fantasia de inadmissível e disse que o desfile viu conservadores como inimigos.
O deputado Nikolas Ferreira (PL) ligou o episódio às eleições e pediu que evangélicos recordem o fato ao votar. O senador Flávio Bolsonaro (PL) chamou a ala de ataque à fé de milhões de brasileiros. Romeu Zema (Novo) apontou preconceito religioso. Damares Alves (Republicanos) afirmou que usar verba pública para ridicularizar a igreja evangélica é inadmissível.
Fonte/Créditos: O Antagonista
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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