O governo argentino emitiu um comunicado oficial afirmando que um navio de guerra inglês teria feito uma “incursão ilegal” próximo às ilhas Malvinas horas após o fim do jogo entre Argentina e Inglaterra na Copa do Mundo, em que a seleção inglesa foi eliminada.
Segundo o chanceler Pablo Quirno, o HMS Medway teria violado os compromissos assumidos por ambos os governos na Declaração Conjunta de 25 de setembro de 1991, o que é “energicamente repudiado” pelo governo argentino.
A nota ainda afirma que o HMS Medway está “ilegalmente destacado nas Ilhas Malvinas” e que as autoridades “não foram devidamente notificadas em conformidade com os acordos e as declarações bilaterais vigentes e envolveram o trânsito pelo Mar Territorial argentino”.
“O governo argentino rejeita firmemente essa incursão militar britânica em espaços sob jurisdição argentina, que se soma a uma política contínua de atos unilaterais incompatíveis com as resoluções das Nações Unidas e com o dever de ambas as partes de se absterem de alterar a situação enquanto a disputa de soberania permanecer sem solução”, diz a nota.
Quirno reafirma, ainda, os direitos de soberania sobre as ilhas de Geórgias do Sul e Sandwich do Sul, bem como sobre os espaços marítimos ao redor delas: “Por história, por direito e por convicção, as Malvinas são argentinas”.
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