O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão contrária à chamada “revisão da vida toda” das aposentadorias do INSS e rejeitou mais um recurso apresentado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM).
O julgamento ocorreu no plenário virtual da Corte entre os dias 1º e 11 de maio e terminou com placar de 7 votos a 1 contra os aposentados. Apenas o ministro Dias Toffoli votou favoravelmente ao recurso.
O relator do caso, ministro Nunes Marques, classificou o novo recurso como protelatório e afirmou que o tema já foi “amplamente debatido” pelo Supremo em outras ocasiões.
Votaram contra o pedido os ministros:
- Nunes Marques
- Gilmar Mendes
- Cármen Lúcia
- Alexandre de Moraes
- Cristiano Zanin
- Flávio Dino
- Luiz Fux
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, chegou a apresentar pedido de destaque — mecanismo que levaria o julgamento ao plenário físico —, mas posteriormente retirou o pedido, mantendo o resultado virtual.
A chamada revisão da vida toda permitiria que aposentados recalculassem seus benefícios considerando todas as contribuições feitas ao longo da vida profissional, inclusive as anteriores a 1994.
Entidades sindicais argumentavam que regras de transição previdenciária acabaram prejudicando trabalhadores que tinham salários mais altos antes do Plano Real.
O caso passou por mudanças importantes nos últimos anos:
- Em 2022, o STF havia reconhecido o direito à revisão para aposentados.
- Em 2024, a Corte mudou o entendimento e derrubou a tese favorável.
- Agora, em 2026, o Supremo voltou a rejeitar novos recursos apresentados sobre o tema.
Com a decisão, ocorre o chamado trânsito em julgado, encerrando oficialmente a discussão no STF e fechando caminho para novos recursos na Corte.
A CNTM tentava garantir o direito à revisão para aposentados que entraram na Justiça entre 2019 e 2024, período em que o entendimento ainda não estava consolidado.
Créditos (Imagem de capa): Imagem: Adobe Stock
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