A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar estudantes do curso de direito suspeitos de criar e divulgar uma lista que classificava alunas como “estupráveis”. O caso veio à tona após o vazamento de mensagens trocadas entre alunos que gerou revolta e protestos realizados por estudantes no campus de Cuiabá, na segunda-feira (4/5).
A coluna obteve acesso aos prints das conversas e, em um deles, o envolvido diz: “Vou brocar uma na primeira semana”. Em resposta ao comentário feito pelo colega em que diz ter “gótica e roqueira” no curso de engenharia, ele ainda responde: “Na minha tem também. Com piercing na boca. Vou molestar.”
Durante a troca de mensagens, os estudantes ainda combinam de fazer um “ranking de alunas mais estupráveis dos cursos”.
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Após a realização das denúncias, uma das estudantes ainda afirmou que o suspeito estava procurando pelas pessoas que denunciaram.

O que diz a Universidade?
Em nota, a UFMT repudiou o episódio e afirmou que já adotou medidas administrativas para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos.
“A Universidade Federal de Mato Grosso repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos no âmbito de sua comunidade acadêmica”, declarou a instituição.
A universidade também informou que o procedimento disciplinar foi instaurado conforme a legislação vigente e as normas internas da instituição. A apuração ficará sob responsabilidade da Comissão de Processo Disciplinar Estudantil.
O Centro Acadêmico VIII de Abril, que representa os estudantes de Direito, afirmou acompanhar o caso e repudiou as mensagens divulgadas.
“É inadmissível que, no âmbito de um curso de Direito — cuja formação está intrinsecamente vinculada à defesa da dignidade da pessoa humana, da igualdade e dos direitos fundamentais — ocorram episódios dessa natureza”, afirmou a entidade.
Após a repercussão, estudantes espalharam cartazes pela faculdade cobrando providências da universidade e punição aos responsáveis.
A coluna tentou contato com a Polícia Civil do estado, mas não obteve retorno até a última atualização.
Fonte/Créditos: Metrópoles
Créditos (Imagem de capa): Reprodução/Wikimedia Commons
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