O furacão Erin, de categoria 4, deve aumentar “dramaticamente” de tamanho nos próximos dias, quando passar entre a costa leste dos Estados Unidos e o arquipélago das Bermudas, o que obrigou a ser emitida uma ordem de evacuação de algumas ilhas no estado da Carolina do Norte.
O Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA advertiu, em seu boletim mais recente, que Erin está a 1.120 quilômetros a sudoeste das Bermudas e a 1.310 quilômetros a sudeste da Carolina do Norte, com ventos máximos sustentados de até 220 km/h.
Além disso, o NHC avisou que a trajetória prevista – paralela à costa leste dos EUA – desviou ligeiramente para oeste, aproximando-se do continente.
Os ventos fortes, além das ondas perigosas e correntes de ressaca “que ameaçam a vida”, levaram as autoridades a ordenar a evacuação das ilhas turísticas de Ocracoke e Hatteras, na Carolina do Norte, onde residem cerca de 5 mil pessoas.
O NHC, com sede em Miami, também emitiu um alerta de tempestade tropical e maré alta em vários condados costeiros do estado.
Espera-se que Erin passe pelo sudeste das Bahamas, e avance entre as Bermudas e a costa leste dos EUA no meio da semana, mantendo-se como um furacão forte e perigoso.
As condições de perigo no mar se estendem por grande parte da costa leste dos EUA, assim como em Bahamas e Bermudas e na costa atlântica do Canadá.
As previsões advertem ainda para chuvas intensas nas Ilhas Turks e Caicos, no sudeste e no centro das Bahamas, com acumulações de 50 a 100 milímetros e máximas de até 150 milímetros, o que pode causar inundações repentinas, urbanas e deslizamentos de terra.
Os meteorologistas do centro de furacões dos EUA detalham que os ventos ciclônicos se estendem por até 130 quilômetros a partir do olho de Erin e os da tempestade tropical atingem até 370 quilômetros.
O tamanho do furacão aumentará “dramaticamente” em sua ascensão paralela à costa dos EUA, o que provocará ondas de mais de 15 metros de altura, acrescentou o órgão.
Erin causou durante o fim de semana ventos fortes e chuvas no Caribe, especialmente em Porto Rico, embora sem causar impactos graves.
O fenômeno surgiu como tempestade tropical na última segunda-feira nas proximidades de Cabo Verde, onde deixou sete mortos, e se transformou em furacão na última sexta-feira (15).
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) manteve a previsão de uma temporada de ciclones “acima do normal”, estimando entre 13 e 18 tempestades tropicais, das quais entre cinco e nove poderão se transformar em furacões.
*Com informações da Agência EFE
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