O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), endureceu o discurso contra o governo federal neste domingo, 30. Ele afirmou repudiar o que chamou de tentativa do Poder Executivo de atribuir ao Congresso supostas “articulações fisiológicas” ligadas à indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Alcolumbre acusa governo de criar narrativa contra o Legislativo
Segundo o senador, o PT tenta passar à população a ideia de que divergências entre os Poderes seriam resolvidas por meio de “ajustes de interesse fisiológico”, envolvendo cargos e liberação de emendas. Embora não tenha citado responsáveis específicos, Alcolumbre classificou a versão como ofensiva — não apenas à sua Presidência no Congresso, mas a todo o Poder Legislativo.
Para ele, essa estratégia seria um “método antigo de desqualificar quem diverge de uma ideia ou de um interesse de ocasião”.
“Nenhum Poder tem o monopólio da razão”, diz Alcolumbre
O presidente do Senado afirmou que é preciso barrar tentativas de desmoralização institucional.
“Nenhum Poder detém o monopólio da razão”, declarou.
Ele criticou narrativas que, segundo ele, visam elevar um Poder às custas da desqualificação de outro.
“Tampouco se pode permitir a tentativa de desmoralizar o outro para fins de autopromoção, sobretudo com fundamentos que não correspondem à realidade.”
Indicação de Messias ainda nem foi formalizada
Alcolumbre também destacou que o Palácio do Planalto ainda não enviou a documentação oficializando a indicação de Messias ao STF, condicionando assim o início formal do processo. O Senado só pode abrir a análise após receber o material.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se