A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado Federal nesta quarta-feira (29) não foi apenas um revés na indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas também um duro golpe político para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nos bastidores, o resultado é visto como uma vitória direta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que atuou ativamente para barrar o nome indicado por Lula. Ao longo das últimas semanas, Alcolumbre articulou a rejeição de Messias, insatisfeito com a escolha do presidente da República.
Segundo informações de bastidores, o senador chegou a afirmar, em conversas com diferentes lideranças políticas, que o dia da votação seria “histórico” — já indicando sua confiança no resultado contrário ao governo.
A preferência de Alcolumbre era pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga aberta no STF após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado. A decisão de Lula por Jorge Messias nunca teria sido bem aceita pelo presidente do Senado.
Ainda de acordo com interlocutores próximos, havia a expectativa de que uma eventual derrota de Messias pudesse pressionar Lula a rever sua escolha e considerar Pacheco. No entanto, integrantes do governo afirmam que o resultado não garante mudança na indicação.
Aliados do presidente classificaram a derrota como “gigantesca” e apontam o episódio como a maior crise política do atual mandato de Lula até o momento. Para um integrante da base governista, trata-se de uma “derrota maiúscula” imposta por Alcolumbre ao Palácio do Planalto.
Nos bastidores, a avaliação é de que, embora Jorge Messias tenha sido o nome rejeitado formalmente, o impacto político recai diretamente sobre o presidente da República, evidenciando fragilidade na articulação do governo junto ao Senado.
Créditos (Imagem de capa): (Carlos Moura/Agência Senado)
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