A jornalista Madeleine Lacsko foi notificada pela Advocacia-Geral da União (AGU) para remover uma publicação sobre o PL da Misoginia na rede social X. Outra contas também receberam notificação, como a do humorista Leo Lins. No entanto, Madeleine aponta ser a única jornalista da lista.
– Nunca vi uma excrescência autoritária desse nível no governo federal – disparou Madeleine, perplexa, ao comentar o ocorrido.
A ação da AGU atende um pedido da deputada federal Erika Hilton (PSPL-SP) e aponta que as postagens – críticas ao Projeto de Lei – são “sem contexto” e atacam a integridade do processo legislativo e confunde a opinião pública sobre uma política pública relevante de combate à violência de gênero”.
– A liberdade de expressão não serve de salvaguarda para a prática maliciosa de atos que atentem contra a integridade das instituições – diz trecho do documento.
Madeleine enfatizou que a situação é sui generis em sua carreira jornalística:
– Em 30 anos eu nunca recebi de ninguém um pedido para tirar nada do ar. De ninguém. Eu nunca recebi do governo do Brasil e eu recebi agora.
– Eu não entendi. É um documento assinado por três homens para me calar na minha opinião sobre o PL da misoginia. Eu disse que esse PL maldito não era para combater misoginia, é para calar a mulher. E a Érica Hilton e a Advocacia Geral da União estão comprovando isso – continuou.
A jornalista disse que ainda está procurando entender melhor a situação e que irá atualizar os seus seguidores.
– Ninguém entendeu de onde a Advocacia Geral da União cismou que pode fazer isso tudo e ninguém entendeu onde foi parar a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa – declarou.
O Projeto de Lei tipifica como crime a misoginia, definida como ódio ou aversão às mulheres.
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Madeleine Lacsko e Erika Hilton Foto: Reprodução/O Antagonista // Mário Agra/Câmara dos Deputados
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