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Quinta-feira, 07 de Maio 2026
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Aécio Neves promete “ganhar musculatura para voltar a falar grosso na política” com o PSDB e manda recado para bolsonaristas e lulistas

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Aécio Neves promete “ganhar musculatura para voltar a falar grosso na política” com o PSDB e manda recado para bolsonaristas e lulistas
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O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) está prestes a assumir a presidência nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) após eleição do Diretório Nacional convocada para a próxima quinta-feira, 27. Com o apoio do atual presidente da legenda, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB-GO), Aécio deverá ser eleito para comandar a nova Executiva Nacional e o Conselho Fiscal até 2027.

 O parlamentar afirma que, sob sua gestão, a sigla vai “ganhar musculatura para voltar a falar grosso na política”. Em entrevista ao Estadão, Aécio declarou: “O nosso desafio é recolocar o PSDB no protagonismo da política nacional, o que é muito necessário”, destacando que o objetivo principal é fortalecer o partido para 2030, ou seja, para além das próximas eleições gerais.
 

A nova direção terá a responsabilidade de conduzir as estratégias partidárias rumo às eleições de 2026, com o objetivo primordial de ampliar a bancada federal. O plano é dar continuidade ao trabalho de fortalecer o PSDB como um partido de centro, firmando-o como uma alternativa à polarização política atual entre lulistas-petistas e bolsonaristas.

Estratégias para 2026 e posicionamento político

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Para 2026, Aécio Neves adiantou ao Estadão que, “por enquanto, ter uma candidatura presidencial não é o projeto do PSDB”. O foco imediato do partido, segundo ele, é mais pragmático: “Nosso projeto é fazermos 30 deputados, voltarmos a ter relevância em Estados onde perdemos muita força”. O deputado mineiro demonstrou otimismo: “Estou animado para colocar o PSDB no mapa político brasileiro, numa avenida de centro. Muitos acharam que íamos acabar. Mas ainda vão ter que nos aturar”, acrescentou.

Sobre possíveis alianças, Aécio descartou veementemente a possibilidade de se unir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Sendo muito claro, nós estaremos na oposição ao PT, mas não significa que estaremos aliados ao bolsonarismo. Da mesma forma que nós não estaremos com a candidatura do PT, com o Lula, nós não estaremos também com uma candidatura familiar (de Bolsonaro)”, afirmou, reiterando a posição de centro e independente da sigla.

O deputado também comentou sobre o cenário político da direita, afirmando que a demora na definição de um sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – preso preventivamente desde sábado (22) na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília – está atrasando o PSDB. “Esse atraso na construção de um caminho ao centro é muito ruim e nos atrasa também. É muito difícil. Quanto mais demora, mais dificuldades essa candidatura vai ter de ter êxito”, concluiu Aécio.

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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