Advogados e parlamentares acionaram, nesta quinta-feira, 15, a Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), para solicitar a concessão de medidas cautelares em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. O requerimento pede a substituição da prisão por regime domiciliar de caráter humanitário, com o objetivo de assegurar tratamento médico adequado e evitar risco de morte sob custódia estatal.
Bolsonaro está custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena próxima de 30 anos em decorrência de condenação relacionada à suposta tentativa de golpe de Estado.
Documento aponta quadro clínico incompatível com cárcere
No pedido encaminhado à CIDH, os signatários afirmam que o ex-presidente é idoso, possui comorbidades e enfrenta um quadro clínico considerado incompatível com a permanência no cárcere. Segundo a petição, a continuidade da prisão representa um risco concreto à vida de Bolsonaro e pode gerar dano irreparável.
O texto classifica a situação como “atual, progressiva e potencialmente irreversível”, sustentando que “a morte ou o agravamento irreversível da saúde não podem ser reparados posteriormente”. Para os autores, a medida cautelar se faz necessária para impedir um desfecho fatal.
“O pedido inclui, por exemplo, a concessão de prisão domiciliar para tratamento de saúde, de forma a impedir que ele faleça no cárcere”, afirmam os signatários.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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