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Terça-feira, 21 de Abril 2026
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Advogado diz que errou após fala sobre arrancar cabeça de bolsonarista

Procurado pela coluna, Lindomar confirmou a autoria da mensagem e afirmou que a conversa ocorreu em um grupo restrito a advogados

Advogado diz que errou após fala sobre arrancar cabeça de bolsonarista
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Após a repercussão negativa de mensagens atribuídas ao advogado Lindomar da Silva Rezende , em um grupo de WhatsApp ligado à advocacia de Cáceres (MT), o próprio autor afirmou à coluna que foi “infeliz” nos comentários.

As mensagens, que circularam na noite de quarta-feira (7/1), causaram indignação entre profissionais do direito por trazerem defesa explícita de violência política.

Em um dos trechos que geraram maior reação, Lindomar escreveu que “torcia para que um dia possamos cortar cabeças de bolsonaristas em praça pública”, acrescentando que se colocaria como “voluntário”.

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Prints da conversa, obtidos pela coluna, mostram que a fala ocorreu no contexto de uma discussão política acalorada no grupo, após o compartilhamento de uma notícia envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.

A publicação tratava do uso da cota parlamentar para custear passagens aéreas em viagem a São Paulo, com pedido de reembolso de R$ 13,6 mil ao Senado, valor que, segundo a assessoria do parlamentar, seria devolvido após a identificação de um equívoco.

Retratação

Procurado pela coluna, Lindomar confirmou a autoria da mensagem e afirmou que a conversa ocorreu em um grupo restrito a advogados, em meio a um debate político intenso. Em nota enviada à reportagem, ele declarou:

“Reafirmo que fui infeliz em meus comentários e deles me retrato publicamente.”

O advogado disse ainda que as falas foram feitas “em tom de galhofa”, sem intenção de incentivar violência, e alegou que outros participantes do grupo também teriam proferido ofensas durante a discussão. Segundo ele, o vazamento das mensagens contribuiu para ampliar a repercussão do caso.

Lindomar já ocupou cargo público em Cáceres, onde atuou como coordenador do Procon. Até o momento, segundo informou a OAB Mato Grosso por meio de sua assessoria, não há registro de denúncia formal ou pedido de apuração disciplinar relacionado ao caso.

Fonte/Créditos: Metrópoles

Créditos (Imagem de capa): Ronivon Barros/Prefeitura de Carceres

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