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Segunda-feira, 20 de Abril 2026
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Adoçante comum pode ter potencial no combate ao câncer de pâncreas, indica estudo japonês

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Adoçante comum pode ter potencial no combate ao câncer de pâncreas, indica estudo japonês
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Um estudo conduzido pela Universidade de Hiroshima, no Japão, aponta que o extrato da folha de stevia, quando fermentado, pode ter potencial para combater células cancerígenas do pâncreas. A pesquisa foi publicada no International Journal of Molecular Sciences.

De acordo com os cientistas, o extrato — obtido das folhas da Stevia rebaudiana, planta conhecida por seu uso como adoçante natural — apresentou “atividade antioxidante e citotoxicidade significativamente aprimoradas” após passar por um processo de fermentação com uma cepa específica de bactéria. Os testes foram realizados em laboratório e não incluíram experimentos em humanos.

Os resultados levaram os autores a considerar a substância como um possível “candidato promissor para o tratamento do câncer pancreático”, tipo de tumor considerado um dos mais agressivos.

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Especialistas norte-americanos comentaram a descoberta com cautela. Para o oncologista Paul E. Oberstein, diretor assistente do Pancreatic Cancer Center do NYU Langone Perlmutter Cancer Center, o estudo é “interessante”, por testar uma substância derivada de planta natural que apresentou efeitos sobre o crescimento das células tumorais em laboratório. No entanto, ele ressaltou que o extrato de stevia, por si só, não teve efeito sobre as células cancerígenas e que foi necessário um processo químico para potencializar sua ação.

“Devemos ser cautelosos, pois ainda não se sabe se a modificação da planta trará efeitos colaterais ou toxicidade. Além disso, o estudo ainda não foi testado em humanos, então há muito que não sabemos sobre sua eficácia clínica”, disse Oberstein.

A oncologista cirúrgica Kristen Arnold, especialista em câncer pancreático, também destacou o caráter preliminar da pesquisa. “Sabemos que o câncer pancreático é uma malignidade muito agressiva, e, infelizmente, mesmo com terapias intensivas, os resultados ainda são ruins”, afirmou. “Apesar disso, é encorajador ver dados pré-clínicos positivos. Ainda é cedo para saber se isso será um divisor de águas, mas é animador.”

Arnold recomendou que pacientes com câncer pancreático fiquem atentos a oportunidades de participação em ensaios clínicos, à medida que novas abordagens científicas avancem.

 

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

Créditos (Imagem de capa): Imagem Ilustrativa

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