O autor da facada no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Adélio Bispo, foi submetido, nos últimos dias, a um exame psiquiátrico que irá avaliar se ele pode ou não ser colocado em liberdade. O algoz do ex-chefe do Palácio do Planalto está encarcerado desde 2018, quando esfaqueou Bolsonaro durante um ato de campanha.
Entenda
- Novo exame psiquiátrico vai definir possível saída de Adélio
- Autor da facada está isolado na prisão após esfaquear Bolsonaro na campanha eleitoral.
- PF concluiu que ele agiu sozinho, e chance de soltura é vista como remota
Adélio está recluso na penitenciária. O laudo não tem prazo para ser concluído devido a questões processuais, já que, apesar de ter sido considerado inimputável com base em laudos médicos, esses documentos atualmente não estão disponíveis para consulta.
Os peritos que ajudam na condução da nova avaliação estão utilizando trechos do laudo que fundamentou a inimputabilidade — partes que constam na sentença proferida em maio de 2019. Os documentos originais produzidos pelos especialistas à época, segundo apurou a reportagem, não foram digitalizados para evitar riscos de vazamento.
Questões
- O periciando ainda é portador de patologia ou transtorno mental que justifique a manutenção da medida de segurança inicialmente imposta? Qual?
- Atualmente, o periciando apresenta condição psíquica que represente risco para si ou para terceiros? Emita um parecer técnico acerca da cessação ou persistência da periculosidade do internado.
- Em caso positivo, e com base em prognóstico médico e análise de casos semelhantes, em quanto tempo ele deverá ser reexaminado para verificar eventual cessação da periculosidade?
Quadro
O quadro médico de Adélio é considerado estável, mas agentes do sistema prisional relatam que sua saúde mental se deteriorou ao longo dos anos de encarceramento. Os servidores afirmam, por exemplo, que ele não tem conhecimento de nada do que ocorre fora dos muros do presídio — incluindo a condenação de Bolsonaro, em setembro, no Supremo Tribunal Federal (STF).
A avaliação desses agentes é que a possibilidade de saída de Adélio — que tem permanência garantida no sistema prisional até 2038, quando completará 60 anos — é remota. O entendimento é que os magistrados responsáveis pelo caso tendem a priorizar a preservação da ordem pública, mantendo-o recluso.
Fonte/Créditos: Metrópoles
Créditos (Imagem de capa): Arte sobre foto Reprodução e Igo Estrela/Metrópoles
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