Segundo o delegado Rodrigo Correa Baptista, titular da Drade, o suspeito admitiu pertencer à Mancha Alviverde, a maior torcida organizada do Palmeiras, e confessou ter participado do ataque junto com outros quatro integrantes do grupo, cujas identidades não foram reveladas pela polícia.
De acordo com a investigação, o ataque foi motivado pela eliminação do Palmeiras na Copa do Brasil. No dia 6 de agosto, o time perdeu por 2 a 0 para o Corinthians, no Allianz Parque, e ficou fora do torneio. Embora a derrota tenha gerado protestos de torcedores, a Drade classifica o ataque ao CT como um ato criminoso.
Ninguém ficou ferido. No momento do ataque, funcionários, jogadores e a comissão técnica estavam no local, situado na Avenida Marquês de São Vicente, na Água Branca, onde o elenco se preparava para a partida contra o Ceará, pelo Campeonato Brasileiro.
Câmeras de segurança do CT mostram pelo menos cinco pessoas com capuzes e capacetes chegando de carro por volta das 2h, arremessando artefatos explosivos que causaram chamas, fumaça e explosões, antes de fugirem do local.
A gente identificou o veículo usado nos ataques. A placa estava coberta, mas conseguimos localizar outras câmeras que registraram a placa. Esse veículo foi locado para ser usado em transporte de aplicativo”, afirmou o delegado.
Ele acrescentou: “Fizemos monitoramento e conseguimos abordar o veículo, que foi apreendido para perícia. O condutor do veículo foi conduzido à delegacia e indiciado. Ele pertence à Mancha e, em 2020, esteve envolvido em um episódio recente de briga de torcidas.”
Fonte/Créditos: Gazeta Brasil
Créditos (Imagem de capa): Divulgação