O vendedor ambulante Ademir Domingos Pinto da Silva foi citado nos documentos divulgados pelo site internacional Public.news como um dos réus condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por associação criminosa nos atos de 8 de janeiro, mesmo sem ter participado das invasões aos prédios públicos.
Ademir chegou a Brasília apenas na noite do dia 8, após os atos já terem terminado. Ele saiu de Passo Fundo (RS) em um ônibus comercial, com o objetivo de vender capas de celular, bandeiras e camisetas do Brasil compradas no Paraguai. Segundo a defesa, mesmo tendo apresentado notas fiscais, as mercadorias e R$ 5 mil em espécie, ele foi preso.
Depois de preso, o ambulante foi classificado como “positivo” em um relatório da equipe de Alexandre de Moraes com base em postagens antigas no X, feitas em 2018. Entre elas estavam mensagens como: “Cadeia nesses políticos bandidos”, “Dilma na cadeia e geral também” e “O Lula é preso, como um preso tem celular e grava vídeos? Isso pela lei penal é proibido. Vamos tirar as regalias desse marginal. Preso e tem que respeitar o código de conduta como preso.”
Mesmo sem qualquer ligação com as invasões, Ademir foi condenado em outubro de 2024 a um ano de prisão por incitação ao crime e associação criminosa. A pena foi convertida em restrições de direitos, como 225 horas de serviço comunitário, proibição de uso de redes sociais, participação obrigatória em curso sobre democracia e retenção de passaporte.
O ambulante ficou quatro meses preso na Papuda e hoje cumpre pena com tornozeleira eletrônica. Ele também foi incluído na multa coletiva de R$ 5 milhões por danos morais aplicada a todos os condenados por supostos atos antidemocráticos.

Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução X