O marxismo, que alguns insistem em defender como ciência, não passa de um fetiche ideológico que, no Brasil, foi alçado à condição de pilar intocável da historiografia universitária. Aceitamos, com uma complacência espantosa, que essa doutrina impregnada de utopias falaciosas dite as narrativas históricas produzidas em nossas academias. Há, é claro, alguma resistência a esse domínio — vozes tímidas que, no entanto, ecoam tão baixo que mal se percebem. Seria tolice afirmar que o marxismo reina absoluto, mas o que se lê nas produções acadêmicas é de uma monotonia desanimadora, para não dizer intelectualmente criminosa. A obsessão por reinterpretar a história através da lente da “luta de classes” revela não apenas uma preguiça mental, mas uma verdadeira cruzada para distorcer os fatos em nome de uma agenda ideológica.
Essa mania é particularmente evidente na fixação pelos séculos XV a XIX, período que os historiadores marxistas adoram manipular para pintar um quadro maniqueísta de opressores e oprimidos. A escravidão e os povos indígenas, como os Tupinambás, são reduzidos a “vítimas” de instituições como a Companhia de Jesus, numa narrativa simplista que ignora a complexidade histórica e flerta com a desonestidade intelectual. Tal abordagem não apenas deturpa a realidade, mas transforma a historiografia numa caricatura de si mesma, onde os fatos são sacrificados no altar da ideologia. Precisamos urgentemente de uma historiografia que respeite a verdade, que se debruce sobre as fontes com rigor e abandone esse vício marxista que, repito, carece de qualquer sustentação lógica ou empírica.
Tomemos o caso de Pedro Corrêa e Castro, o Barão do Tinguá, que viveu uma relação estável com Laura Congo, uma africana ex-escravizada, com quem teve seis filhas, todas reconhecidas em seu testamento. Como encaixar essa história no molde rígido da “luta de classes”? A resposta é tão óbvia quanto constrangedora: não se encaixa. Esse exemplo, entre tantos outros, escancara a fragilidade de uma teoria que pretende explicar a história como um eterno confronto entre classes, mas que desmorona diante de casos concretos. Ainda assim, o marxismo é tratado como verdade revelada nos círculos acadêmicos, onde parece bastar um mínimo de credulidade — ou, vá lá, dois neurônios mal conectados — para aceitá-lo como paradigma.
A situação se agrava quando percebemos que o marxismo não é apenas uma lente distorcida para o passado, mas uma cortina de fumaça que impede a análise de formas modernas de opressão. Enquanto os acadêmicos se deleitam com suas fantasias sobre o Brasil colonial, ignoram as escravidões do século XX e XXI, perpetuadas sob o manto de regimes marxistas. Os campos de trabalho forçado na União Soviética, os “médicos” cubanos explorados pelo regime castrista, os cidadãos norte-coreanos submetidos a condições desumanas, os venezuelanos reduzidos à miséria e os trabalhadores chineses em sweatshops são exemplos gritantes de que o marxismo, em sua “plenitude”, não liberta — escraviza. E, no entanto, nossos historiadores, confortáveis em suas torres de marfim, preferem reescrever o passado a confrontar essas verdades incômodas.
Chegou a hora de romper com essa farsa. Precisamos organizar grupos de pesquisa — com ou sem o selo da academia — em diferentes regiões do Brasil, para desmascarar essa loucura ideológica