Durante anos, durante décadas, "verdades absolutas e conceitos incontestáveis" tomaram conta do imaginário popular, determinando até mesmo o comportamento de políticos e do público diante de certas situações.
Por exemplo, durante esse período, criou-se a teoria de que o povo não gostava de candidato contundente e firme, chamado propositadamente e erroneamente de "agressivo".
Para que o povo brasileiro digerisse e aceitasse a eleição de um Marxista bronco e mal-educado, criou-se então a figura do "Lulinha Paz e Amor". Mesmo com o desgaste de oito anos de FHC, era preciso criar uma aura de civilidade do candidato para iludir a opinião pública, no sentindo de parecer que a escolha daqueles que votaram se dava pelo desejo de mudança e fé num político que não era mais radical e se tornara um governante responsável.
A verdade é que desde então o padrão politicamente correto, educado e cortez, o homem polido que se dirige ao público fazendo "mea culpa" e falando de responsabilidade, era o produto a ser vendido para o eleitor. Ah, não posso me esquecer do perfil "gestor e técnico" imprescindível.
Não à toa a terrorista revolucionária em sua juventude, a ex-Presidente Dilma, foi lançada como "Mãe do PAC".
Nesse mundo fascinante de "faz de conta que é verdade", o maior ladrão da história da República foi guindado ao patamar de grande orador. De político amado e popular, passando ainda pela pecha de "saber falar a língua do povo".
No mundo de faz de conta que a mídia propagandista produz, esse sujeito era um deus da comunicação. Pura lenda.
Dentre os mistérios deste Brasil político-eleitoral, terroristas tiveram votações expressivas, governantes impopulares sempre tiveram suas eleições garantidas para o legislativo, apesar de crimes cometidos aos borbotões, inclusive assassinatos nunca esclarecidos.
Mas voltando às lendas criadas ao longo dos anos, o fato sobre o qual quero falar é a do Lula "bom de debate".
O rapineiro do PT pode ser cara-de-pau e demagogo para mentir, logrando êxito muitas vezes em algumas camadas da sociedade. Sua demagogia e sua falta de rubor enganou muita gente nesta nação e ainda tem sua força entre aqueles menos favorecidos com seus discursos populistas, em que apenas fala coisas que beiram o inacreditável e não é confrontado. Mas quando isso acontece pra valer, como num debate, sempre passou aperto assim como em 1989, com Collor de Melo. Nadou de braçadas durante o teatro das tesouras. Todavia, em sua tentativa de volta ao local do crime, apanhou feito boi ladrão todas as vezes, em todos debates de 2022.
Ouviu como resposta de Ciro Gomes, depois de uma troça sobre estar em Paris, que não estava em Paris por estar preso em Curitiba. E, desde aquele momento, se saiu muito mal no debate.
Depois bastou uma batina, um crucifixo e um padre disposto a chamá-lo daquilo que ele é.
O desequilíbrio foi explícito.
Nesse primeiro debate do segundo turno, na Bandeirantes, vimos mais uma vez o sujeito se perder diante do confronto com a realidade.
Das mentiras irônicas que camuflavam um nervosismo, ainda no primeiro bloco, para o total descontrole a partir do segundo bloco, ficou evidente, mais uma vez, que estar exposto num debate será sempre um pesadelo para o descondenado.
Faltam, a partir de hoje, duas semanas exatas para a escolha definitiva.
E, sendo assim, a tendência é de um derretimento grande da campanha da esquerda por tudo que vem a reboque do debate.
A eles, só lhes resta o barulho patrocinado da mídia e a tentativa do argumento ad hominem repleto de mentiras que não se sustentam.
E para o Presidente e sua base, trazer luz e verdade.
Fonte/Créditos: Gustavo Reis