Aliados Brasil Oficial - Unidos Pelo Brasil!

MENU
Logo
Quinta, 29 de julho de 2021
Publicidade
Publicidade

Coluna

Casca de Banana e Jabuticaba

Eu não tenho muito tempo para ficar batendo boca com o Presidente ...

86
Publicidade
Publicidade
Imagem de capa
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

O Presidente Jair Bolsonaro tende a vetar o indecente Fundão Partidário de R$ 5,7 bilhões para 2022, por ele classificado como uma “casca de banana” ou “jabuticaba”. Bolsonaro jogou toda a culpa na manobra do vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que enfiou, no meio do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, a turbinada de 185% na verba para os partidos - que funcionam como “cartórios”. Descaradamente, negociam as vagas para disputas em eleições - que acontecem a cada dois anos. 

 

A acusação de Bolsonaro, na saída do hospital Vila Nova Star, em São Palo, provocou a reação imediata de Ramos: “Eu não tenho muito tempo para ficar batendo boca com o Presidente por conta dessas palavras que ele joga ao vento. Mas quero lembrar com muita serenidade ao presidente que quem encaminhou a LDO com previsão de fundo eleitoral para o Congresso foi o governo dele. E quem articulou a votação na CMO (Comissão Mista de Orçamento) para definir o valor e quem articulou a votação em plenário foram os líderes do governo dele”.

 

Como o Alerta Total já antecipou, o roteiro dessa estória é bem previsível: Bolsonaro veta, a Câmara derruba o veto ou negocia um valor próximo ou um pouco maior que os R$ 2,2 bilhões que 33 partidos dividiram em 2021. Cada parlamentar rendeu R$ 17 milhões 154 mil reais ao seu partido. Nada de anormal no País que, ano passado, torrou R$ 2,1 bilhões no custeio de pessoal da “Justiça” Eleitoral. Não seria hora de pensar nas candidaturas independentes das indicações partidárias? Não seria hora de rever o modelo de “Judiciário” eleitoral - até porque eleição é um ato administrativo, e não judiciário? Não é hora de acabar com o Fundão?

 

O recesso parlamentar já começou, mas o fogo político não baixa contra Bolsonaro. A coluna do Estadão relata o qe acontecerá de 18 a 31 de julho: “A CPI da Covid pretende aproveitar o recesso parlamentar para analisar perfis nas redes sociais que divulgaram fake news sobre a pandemia do coronavírus. As contas de nove parlamentares já entraram na mira. Além deles, influenciadores bolsonaristas, também investigados pela CPI da Fake News, foram identificados como propagadores de desinformação sobre a doença no Twitter, Instagram e Facebook: eles integram a lista de mais de 60 perfis que a CPI pedirá às redes a quebra de sigilo dos cadastros, das mensagens privadas e publicações”.

 

Traduzindo: O presidente, vice e relator da CPI, senadores Omar Aziz, Randolf(e) Rodrigues e Renan Calheiros, já anunciaram que “farão o sacrifício” de trabalhar nas “férias”. Os parlamentares criaram “núcleos de investigações”. O plano previamente escancarado é jogar a culpa nos militares que atuaram no Ministério da Saúde, com a intenção de responsabilizar Bolsonaro. Outra jogada é tentar comprovar uma denúncia (sem provas concretas) do ex-governador (detonado por corrupção) Wilson Witzel, acusando o senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ) de “deter o controle dos hospitais federais no Rio de Janeiro. E tem também a suspeita de que fabricantes de remédios bancaram campanhas juntos a médicos que defenderam o “tratamento precoce” contra a covid. 

 

O Presidente Bolsonaro defendeu ontem o General Eduardo Pazzuelo e o Coronel Élcio Franco - suspeitos de corrupção pela CPI. Bolsonaro até indicou como as negociações de lobby acontecem em Brasília e minimizou o vídeo do ex-ministro da Saúde com uma empresa intermediária na venda da vacina CoronaVac: “Se eu estivesse na Saúde, teria apertado a mão daqueles caras todos. O receber (os representantes)... Ele (Pazuello) não estava sentado à mesa. Geralmente, teria uma fotografia dele sentado à mesa e negociando. E, se fosse propina, (Pazuello) não daria entrevista, meu Deus do céu, não faria aquele vídeo. Geralmente, quando se fala em propina, é pelado e dentro da piscina”.

 

Bolsonaro acrescentou: “Vocês sabiam que o orçamento diário da saúde é de R$ 500 milhões? Pode estar fazendo besteira? Pode. A gente fica grato se alguém apresentar algo que a gente possa corrigir. Agora, nos acusar, (acusar) a mim de corrupção por algo que não compramos, não pagamos, isso é má-fé”. O Presidente deu outro aviso final: “Se aparecer corrupção no meu governo, vou ser o primeiro a buscar uma maneira de apurar e deixar na mão da Justiça para que seja apurado”.

 

A guerra de narrativas vai longe e tende a se intensificar com a proximidade da eleição de 2022. Até lá, haverá muita casca de banana, jabuticaba e mentiras no meio do caminho. Muitos tropeçarão. Poucos sobreviverão.   

 

Releia o artigo: No Bolsa Banqueiro não vai nada?

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

Adquira, também, o livro A ÚLTIMA MARCHA DA MAÇONARIA.

Para maiores informações clique aqui:

https://www.amazon.com.br/s?k=A+ULTIMA+MARCHA+DA+MA%C3%87ONARIA&__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&ref=nb_sb_noss_2

Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

 

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Siga-nos no Twitter e Facebook - @alertatotal

Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Julho de 2021.

Fonte/Créditos: https://www.alertatotal.net/2021/07/casca-de-banana-e-jabuticaba.html

Créditos (Imagem de capa): www.alertatotal.net

Comentários: