O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que o Irã estaria tentando abrir diálogo para conter a guerra no Oriente Médio, mas declarou que já não há mais espaço para negociação.
“Sua defesa aérea, sua Força Aérea, sua Marinha e sua liderança não existem mais. Eles querem conversar. Eu disse: ‘Tarde demais!’”, escreveu Trump na rede Truth Social, ao compartilhar um artigo favorável à ofensiva publicado pelo jornal The Washington Post.
A declaração ocorre em meio à escalada militar iniciada no sábado, quando Washington, em coordenação com Israel, lançou uma operação contra a República Islâmica. Segundo relatos, a ofensiva resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, além de centenas de outras vítimas.
Em entrevista à revista The Atlantic, Trump já havia afirmado que autoridades iranianas buscavam contato para interromper o conflito.
Do lado iraniano, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, negou qualquer intenção de negociação e também descartou planos de atacar diretamente os Estados Unidos. Segundo ele, a operação americana foi classificada por Washington como uma ação “preventiva”.
Retaliações e tensão na região
Após os bombardeios, Teerã respondeu com ataques aéreos contra Israel e contra países que abrigam bases militares americanas, como Kuwait, Bahrein, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Desde o início da operação, ao menos seis militares americanos morreram.
Diante da deterioração do cenário, Washington fechou temporariamente sua embaixada na Arábia Saudita e suspendeu atividades diplomáticas no Kuwait. O governo também recomendou que cidadãos americanos deixem 14 países do Oriente Médio, entre eles Israel, Líbano, Catar, Egito, Jordânia e Iêmen.
Trump afirmou que a ofensiva continuará até que sejam destruídos o programa de mísseis iraniano, a Marinha e as capacidades nucleares do país. O presidente advertiu ainda que os Estados Unidos não lançaram a “grande onda” de ataques — o que, segundo ele, pode ocorrer “muito em breve”.
O conflito eleva a tensão global e aumenta o temor de uma guerra de maiores proporções no Oriente Médio.
Créditos (Imagem de capa): REUTERS/Carlos Barria
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