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Prefeitura do Rio marca fim do rodízio de alunos nas Escolas do município

Uso de máscaras continuará obrigatório e rede federal continuará com aulas online

Prefeitura do Rio marca fim do rodízio de alunos nas Escolas do município
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A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou o retorno pleno das aulas. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SMS), o rodízio e o distanciamento social entre os alunos serão dispensados. O cronograma divulgado prevê que a medida passe a vigorar em duas etapas, marcadas para ter início em 18 e 25 de outubro. Contudo, o ensino híbrido continuará sendo oferecido e o uso de máscaras se manterá obrigatório. O cronograma conta com o planejamento logístico para que as 1.543 escolas da rede municipal intensifiquem o ensino presencial.

No momento, as escolas estão funcionando com rodízio de estudantes, que foram divididos em dois grupos, e a cada semana um deles frequenta as aulas presenciais. De acordo com a SMS, a adesão dos estudantes ao ensino presencial deve estar acima de 90%.

No dia 18, ocorre a volta integral da pré-escola e das classes do 1º, 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental. Já em 25 de outubro será a retomada presencial das creches, do programa de Educação de Jovens e Adultos, além dos alunos do 3º, 4º, 6º, 7º e 8º anos do ensino fundamental.

“Nós já distribuímos máscaras para todos os nossos profissionais de educação, máscaras PFF2 e álcool em gel. Nós temos todos os nossos profissionais já imunizados, ou seja, com a segunda dose. Tudo para fazer as nossas unidades funcionarem da melhor forma possível, seguindo o protocolo sanitário. Estamos preparados para o retorno 100% presencial.” , disse o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, em entrevista à CNN.

O sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiros (Sepe-RJ), é contra a decisão, diz que o retorno completo é precipitado. Em nota divulgada na sexta-feira 8, o órgão afirma que “mantém a posição contrária ao retorno integral das aulas presenciais e de defesa do funcionamento de forma híbrida, com rodízio entre os alunos”. De acordo com o coordenador-geral da entidade, Gustavo Miranda, muitas escolas não tem condições estruturais para ficar bem ventiladas.

A decisão vem depois da recomendação de ontem (6) do Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 da prefeitura do Rio de Janeiro, o chamado Comitê Científico, para que as aulas presenciais sejam retomadas de forma plena no município, diante da melhora no cenário epidemiológico da pandemia.

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou que  todas as 259 escolas da rede estadual dentro da capital fluminense já retornaram às aulas presenciais, mas não esclareceu se será suspenso o esquema atual de rodízio dos estudantes.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro, que representa as escolas particulares da cidade, foi procurado, mas ainda não respondeu ao contato da reportagem, assim como o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), que representa os profissionais das escolas particulares. A reportagem recebeu relatos de professores e de pais de alunos sobre o funcionamento no esquema de rodízio e com o ensino híbrido entre presencial e online.

Prefeitura

Na noite de terça-feira (5), o prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal de Educação, Daniel Soranz, divulgaram um vídeo em que tratam do assunto. “É muito mais danoso, hoje, com o cenário epidemiológico atual, manter uma criança fora da escola do que retornar essa criança para a escola. A educação é considerada por todos os nossos especialistas da prefeitura do Rio, seja da Secretaria de Saúde, seja da Secretaria de Educação, como uma atividade essencial”, afirmou o secretário.

De acordo com Soranz, a exigência de distanciamento mínimo entre as carteiras dentro de sala de aula acabou, mas as máscaras continuam obrigatórias. “Com a utilização de máscara e uma boa ventilação, manter as janelas abertas. Nada que limite o número de alunos em sala de aula. Então, é importante que os alunos e professores retomem às salas de aulas. Algumas escolas, não da rede municipal, não retornaram ainda às suas atividades. Então, elas não têm o respaldo da Secretaria de Saúde para continuar fechadas.”

O prefeito Eduardo Paes destacou que a regra vale para todos os níveis de educação, incluindo as universidades. “É uma irresponsabilidade não voltar às aulas. É muito mais grave do que a covid não voltar às aulas. As crianças estão há dois anos sem ter aulas. É inaceitável que alguém não esteja tendo aulas neste momento ou dando aulas, que [escolas] não estejam abertas.”

Rede federal

O Colégio Pedro II, que é federal, tem 14 campi e cerca de 13 mil estudantes, informou que a proposta pedagógica da escola é retornar às aulas presenciais a partir de 1º de março de 2022. Segundo a instituição, por pertencer à esfera federal, o Pedro II não está submetido às decisões da prefeitura do Rio de Janeiro.

“Portanto, além de seguir as orientações de fontes com capacidade técnica e científica na área, como os documentos emitidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e os Painéis Covid-19 da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), as decisões ainda precisam ser submetidas aos colegiados oficiais como Codir, Conepe e Consup”, diz o estabelecimento.

O colégio passou o ano de 2020 sem atividades obrigatórias e ofertou o ano letivo de 2020 de forma online, entre fevereiro e julho deste ano. O ano letivo de 2021 iniciou-se em agosto, também online, e tem previsão de ir até o dia 2 de abril, com férias em janeiro.

O Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) não retornou o contato da reportagem, mas as aulas na instituição estão ocorrendo de forma não presencial.

Já a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) informou que vai publicar o plano de retorno presencial “em breve” e que, “provavelmente”, as aulas “retornarão em sistema híbrido para preservar os estudantes e servidores mais vulneráveis”. Por enquanto, a UFRJ informou que não há previsão para o retorno completo das aulas presenciais, mas estuda a possibilidade de voltar com algumas disciplinas experimentais e práticas.

A UFRJ está finalizando este mês o primeiro semestre letivo de 2021 e o segundo começa no dia 16 de novembro, “sem previsão, por enquanto, de data exata para adoção de modelo presencial, embora o retorno ao presencial esteja permanentemente sendo analisado por esta universidade, com algumas atividades práticas já em andamento, mas ainda sem data definida para a sua totalidade”, informou a instituição.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil/ Revista Oeste
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