Aliados Brasil Oficial - Unidos Pelo Brasil!

Notícias COVID-19

MPF-SP: Conselho Federal de Medicina é alvo de inquérito por conta de tratamento precoce para covid-19

O procedimento foi instaurado a partir de representação de um professor da USP

MPF-SP: Conselho Federal de Medicina é alvo de inquérito por conta de tratamento precoce para covid-19
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Conselho Federal de Medicina (CFM) se tornou alvo de um inquérito do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo. É o que informou nesta sexta-feira, 8, o jornal O Globo. O MPF quer investigar a conduta do CFM sobre o tratamento precoce para a covid-19. O procedimento foi instaurado a partir de representação de um professor da Universidade de São Paulo, o cardiologista Bruno Caramelli. Segundo o acadêmico, o CFM apoiou a terapêutica “com medicamentos sem nenhuma evidência científica sobre seus benefícios”. Será que esse 'Doutor' conhece tratamento off label?

A advogada do professor, Cecilia Mello, afirma que a inexistência de “um posicionamento firme do CFM contra o uso desses medicamentos impulsiona um abrandamento das medidas efetivas de combate à pandemia”, como distanciamento social e máscara, já que estaria induzindo a população a acreditar que há tratamento. (Oi?)

Além disso, argumenta que o Ministério da Saúde já alegou ter usado parecer a favor da terapêutica do CFM para embasar nota informativa da pasta sobre o tema.

"Para a completa elucidação dos fatos sob apuração, há ainda necessidade de prática de algumas diligências, de maneira que o feito em tela deve ser convertido em Inquérito Civil Público", registra a portaria de abertura da investigação.

De acordo com a Procuradoria, a documentação vai ser analisada "com o intuito de verificar se é o caso de expedir recomendação ou ajuizar ação civil pública em face do órgão".

Ao justificar a conversão do procedimento em inquérito civil, a Procuradoria detalhou algumas ações realizadas durante o período de tramitação da apuração, entre elas informações prestadas pelo CFM com relação ao tratamento precoce.

O órgão chegou a alegar à Procuradoria que "inexiste qualquer tratamento comprovadamente eficaz", defendendo "a autonomia dos médicos e pacientes na escolha dos tratamentos, desde que haja consentimento livre e esclarecimentos".

Ao Estadão, o presidente do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, disse que estudos científicos internacionais adotados como parâmetro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) não são suficientes para que o conselho condenar o uso de hidroxicloroquina e cloroquina no tratamento precoce da infecção pelo sars-cov-2.

Segundo anunciou na última quarta-feira (6), o senador Renan Calheiros (MDB-AL), Ribeiro passou à condição de investigado "por seu apoio ao negacionismo, pela maneira como deu suporte à prescrição de remédios ineficazes — e os defendeu publicamente — e pela omissão diante de fatos evidentemente criminosos".

Trecho de artigo do presidente do CFM sobre o tratamento precoce, publicado em 2020

“Infelizmente, a politização também atingiu sociedades de especialidades médicas e grupos ideológicos de médicos, principalmente quanto ao chamado tratamento precoce, com hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina.

Esses grupos pressionam de todas as maneiras o Conselho Federal de Medicina (CFM), em razão de sua competência legal de determinar qual tratamento farmacológico é ou não experimental no Brasil, para que recomende ou proíba o tratamento precoce.

Existem na literatura médica dezenas de trabalhos científicos mostrando benefício com o tratamento precoce com as drogas citadas acima. Outros tantos apontam que elas não possuem qualquer efeito benéfico contra a covid-19.

Em outras palavras, a ciência ainda não concluiu de maneira definitiva se existe algum benefício ou não com o uso desses fármacos.

O CFM abordou o tratamento precoce para a covid-19 no Parecer nº 4/2020 em respeito ao médico da ponta, que não tem posição política ou ideológica e exerce a profissão por vocação de servir e fazer o bem; que recebe, consulta, acolhe e trata o paciente com essa doença.

No texto, o CFM delibera que é decisão do médico assistente realizar o tratamento que julgar adequado, desde que com a concordância do paciente infectado —elucidando que não existe benefício comprovado no tratamento farmacológico dessa doença e obtendo o consentimento livre e esclarecido.

O ponto fundamental que embasa o posicionamento do CFM é o respeito absoluto à autonomia do médico na ponta de tratar, como julgar mais conveniente, seu paciente; assim como a autonomia do paciente de querer ou não ser tratado pela forma proposta pelo médico assistente.”

FONTE/CRÉDITOS: Aliados Brasil Oficial
Comentários:

Veja também

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )