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Mourão, sobre combate ao desmatamento: “Se você quer um culpado, sou eu". Pela falta de coordenação no combate ao desmatamento

O vice-presidente lidera o Conselho Nacional da Amazônia Legal

Mourão, sobre combate ao desmatamento: “Se você quer um culpado, sou eu
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Nesta terça-feira (23), o vice-presidente e coordenador do CNAL (Conselho Nacional da Amazônia Legal), o general Hamilton Mourão disse, durante coletiva após a 7ª Reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal, se for para apontar um culpado pela falta de integração para o combate de desmatamento na Amazônia, esse culpado é ele. 

“Se você quer um culpado, sou eu. Não vou dizer que foi ministro A, ministro B ou ministro C. Eu não consegui fazer a coordenação e a integração da forma que ela funcionasse. Ela só foi funcionar na última fase da operação, quando a Sumaúma aconteceu e aí a turma acordou para a necessidade de conversar efetivamente uns com os outros, despirem seus preconceitos. Porque cada um tem seu preconceito, em relação ao outro, à forma do outro de trabalhar, e a partir daí houve sinergia dos trabalhos”, disse Mourão, em conversa com os jornalistas.

Mourão lidera o Conselho Nacional da Amazônia Legal, órgão colegiado federal responsável por coordenar e acompanhar a implementação das políticas públicas de proteção e desenvolvimento da região.

De acordo com o general, cerca de 65% da área desmatada na Amazônia Legal, ou seja, o que equivale a mais ou menos 8,1 mil quilômetros quadrados, foi alvo de ações ilegais que precisam ser “combatidas com toda a efetividade”. A área restante corresponde à supressão da flora em terras privadas, com autorização dos órgãos ambientais.

Perguntado sobre a razão do aumento mesmo com a presença militar na região, Mourão fez um retrospecto das operações, afirmando que o pior momento registrado pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) coincide com o período em que, segundo Mourão, não havia a necessária integração entre militares e órgãos ambientais.

“Na primeira fase das operações – encerradas em abril deste ano – não houve esta integração entre as Forças Armadas e as agências ambientais. Consequentemente, as Forças Armadas realizaram operações de cerco e larga apreensão de material, mas não havia a presença do agente capaz de emitir multas e verificar [os possíveis delitos] em detalhes – [atividades] que não são pertinentes ao conhecimento das Forças Armadas”, comentou o ministro.

“Já na segunda fase, que foi a Operação Samaúma, cuja maior parte ocorreu a partir de agosto – ou seja, fora do ciclo Prodes – aí a integração finalmente funcionou. Consequentemente, os resultados foram muito melhores. Com exceção do mês de outubro, quando as Forças Armadas já não estavam mais participando das operações. Esta é minha análise para um resultado tão ruim”, avaliou o vice-presidente.

FONTE/CRÉDITOS: Gazeta Brasil/ Aliados Brasil Oficial
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