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Terça-feira, 09 de Junho 2026
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Idosa de 110 anos vai à Justiça após ter aposentadoria suspensa no DF

Banco exigiu presença para comprovar que Luzia Silvana da Silva está viva. Família procurou Defensoria Pública e filha mais nova passou a ser representante legal da mãe.

Idosa de 110 anos vai à Justiça após ter aposentadoria suspensa no DF
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Uma idosa de 110 anos precisou recorrer à Justiça para garantir o recebimento de sua aposentadoria. Luzia Silvana da Silva nasceu em 13 de dezembro de 1915, no Piauí, e mora em Brazlândia, no Distrito Federal, desde 1977.

Luzia não caminha, escuta pouco e tem a visão reduzida — por isso, depende totalmente das quatro filhas para resolver questões burocráticas, como ir ao banco.

Neste ano, uma mudança na instituição de pagamento causou o problema. "Eles exigiram a presença dela. Aí, eu falei que ela não tinha condições de andar no banco", disse uma das filhas de Luzia, Madalena.

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Sem condições de ir ao banco presencialmente comprovar que está viva, Luzia teve o pagamento da aposentadoria interrompido em fevereiro deste ano. A família resolveu então procurar a Defensoria Pública do DF (DPDF).

A DPDF entrou com uma ação pedindo a curatela provisória para uma das filhas. Em apenas 14 dias, a Justiça concedeu o pedido. Com a decisão, a filha mais nova passou a ser a representante legal da mãe.

Luzia Silvana da Silva, de 110 anos, moradora do DF — Foto: TV Globo/Reprodução

A decisão da Justiça permite que a filha Madalena movimente a aposentadoria, acesse serviços e tome outras decisões em bancos e órgãos públicos para Luzia, sem a necessidade de levar a idosa presencialmente até os locais.

Decisã

O defensor público Fernando Honorato explica que Luzia já não tem capacidade de expressar validamente a sua vontade, como atesta os laudos médicos anexados ao processo. Então, nesse caso, coube a chamada ação de interdição.

"Não é uma ação para suprimir direitos, ao contrário, é um ação para assegurar e garantir a dignidade da dona Luzia durante os anos de vida que ainda lhe resta, que esperamos todos, ainda seja por muito tempo", diz Honorato.

Ainda segundo o defensor, esse tipo ação é comum em casos específicos de pessoas idosas, a depender do grau de senilidade, se houver, em que a capacidade de expressão e manifestação válida da vontade está prejudicada.

O processo de Luzia ainda não terminou. A família aguarda pela decisão final, que pode dar a curatela definitiva para Madalena.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1/ Globo

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