Aliados Brasil Oficial - Unidos Pelo Brasil!

Notícias Economia

Governo assina 21 novos contratos através do novo marco das ferrovias

As empresas se comprometeram a investir quase R$ 91 bilhões, construção de 6,5 mil quilômetros de trilhos

Governo assina 21 novos contratos através do novo marco das ferrovias
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Através do novo Marco das Ferrovias, o governo federal já assinou 21 contratos sem a necessidade de leilão. As empresas se comprometeram a investir quase R$ 91 bilhões, além de construírem 6,5 mil quilômetros de trilhos.

“Fechamos o ano passado com 21 contratos assinados, de um total de aproximadamente 80 pedidos de autorização”, disse o secretário de Transportes Terrestres, Marcello da Costa, na terça-feira (4).

A validade das negociações firmadas entre as companhias e o Poder Executivo é de 99 anos, renováveis por mais 99. A maior parte dos aportes vindos da iniciativa privada será realizada nos cinco primeiros anos.

O agronegócio e a mineração serão os dois setores mais bem atendidos, com 32,8% de cargas sobre trilhos pelos próximos anos. Celulose e carga geral vêm na sequência, com 10% e 6,2%, respectivamente.

Hoje, 70% do que as ferrovias transportam no Brasil são minério e 15%, grãos. Segundo Costa, a próxima revolução ferroviária vai passar pela maior diversificação de produtos carregados, que terão maior valor agregado, como informado na entrevista concedida também ao Poder 360.

“A próxima revolução ferroviária vai passar pela maior diversificação de produtos carregados, que terão maior valor agregado. O contêiner, que as novas linhas já carregam, entra nessa lógica”, disse Costa na entrevista.

Na 1ª fase já foram analisados 21, incluídos os 19 assinados. Totalizam 16.000 km de novas ferrovias e R$ 200 bilhões em investimento. Segundo Marcello Costa, esses contratos ainda não serão executados em 2022. “Neste ano, teremos projetos, licenciamentos e desapropriações”, disse.

Para esse ano, o Ministério espera entregar 254,6 km de malha instalada, mais que em 2020 e 2021. Esses trilhos, entretanto, não se referem ao novo marco do setor. São trilhos construídos por empresas que disputaram leilão e ganharam concessões.

Os contratos atuais somados aos do novo marco devem mudar o perfil da carga transportada. A partir de 2035, o governo projeta que as ferrovias serão 40% a 45% da matriz de transportes.

Marco das ferrovias e o Brasil

A baixa densidade ferroviária, se comparada à de outros países, vagões enferrujando, obras inacabadas e um setor carente de investimentos devido à burocracia estatal. Esse é o quadro das ferrovias brasileiras. Para ter ideia, não passa sequer um trem por dia em cerca de 30% da malha de 30 mil quilômetros, conforme estudo da Confederação Nacional da Indústria.

Já em outros países, a coisa é diferente. Os Estados Unidos, por exemplo, têm a maior extensão de trilhos do mundo, com 295 mil quilômetros, e utiliza 45% de sua malha ferroviária. A China ocupa o segundo lugar: 124 mil quilômetros e faz uso de 37%. A Rússia possui 87,1 mil quilômetros de trilhos e opera em 81% deles. O Canadá, com 77,9 mil quilômetros, usa 46%.

No Brasil, as rodovias são utilizadas para o escoamento de 65% da produção do país, enquanto os trilhos se ocupam de pouco mais de 20%. Trata-se de um mercado a ser explorado.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste/ Aliados Brasil Oficial
Comentários:

Veja também

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )