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DEMOCRIMATETISMO

A dependência do dinheiro dos contribuintes por políticos, corruptos, artistas, empresas, etc.

DEMOCRIMATETISMO
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Alguns daqueles que me acompanham, nos 3 anos em que estou nas redes sociais, devem ter sentido falta dos textos que costumava publicar com certa frequência. Nos últimos meses, estou em uma transição de atividades, procurando atingir mais meios de comunicação, diversificar plataformas e aprender a fazer e editar vídeos, etc. Tem sido um processo de aprendizagem constante, pelo qual, inclusive, quero manifestar minha profunda gratidão a vários amigos que me ensinaram, deram instruções, conselhos e ajuda nessa nova trilha.

Outros amigos, tanto virtuais quanto presenciais, conhecem-me tanto para saber que sou um eterno estudante, tenho amor pela leitura e pelo aprendizado. Uma das coisas que aprendi, de forma diletante, foram noções de grego e latim. Isso ajuda a descobrir a origem das palavras (etimologia) e também a cria-las.

Por outro lado, como persistente estudioso de Economia, matéria que lecionei muito tempo e em várias vertentes, sempre me chamou a atenção certas peculiaridades da Economia Brasileira.

E uma delas, talvez a mais perversa, é o "capitalismo de compadrio", ou "capitalismo clientelista", termos que descrevem uma economia em que o sucesso nos negócios, a riqueza, depende das estreitas relações entre os empresários e classe política. Uma espécie de oligopólio metade público e metade privado, em que uma classe domina os meios de produção e distribuição de bens e serviços, financiado por outra que domina os meios de financiamento, facilitação e até permissão dessas atividades, por mecanismos lubrificados por um "graxa" sórdida: a corrupção, e "justificadas" por uma ideologia nefasta, que é o socialismo, estaqueada e fomentada pela predominância absoluta do Estado. Em uma live com Abraham Weintraub, ele ilustrou minhas visões sobre o tema, mostrando um "triângulo" perverso: monopólios, ideologia socialista e corrupção são as três engrenagens do "mecanismo" que as famílias oligarcas utilizam para explorar o povo há décadas - talvez, desde sempre, desde Colônia, aqui no Brasil.

Pelo meu turno, bastante pragmático, vejo nesse "arranjo" todo um detalhe contra o qual tenho me insurgido há tempos: a dependência de pessoas naturais e jurídicas, de estruturas e empresas, de artistas e muitas outras categorias, em face do dinheiro dos contribuintes, do dinheiro público. A essa conduta infausta, peçonhenta, nociva, eu atribuí um nome: democrimatetismo, dos gregos "demós", "povo", "crimatós", "dinheiro" e o sufixo "ismo" para indicar a conduta, a mania, o proceder.

Uma evidência simples, mas contundente, para mostrar o quanto isso é prejudicial: tomemos por exemplo um empresário do Japão, do Reino Unido, dos EUA, dentre outros países. Suponhamos que o sujeito tem uma ideia genial, ou aperfeiçoe um produto, ou preste um serviço de qualidade excelente, ou ainda, estude muito, alcance altos cargos em empresas, se torne uma referência em uma atividade intelectual ou artística : ele fica rico com isso. Agora, vejamos o Brasil: aqui só fica rico quem tem acesso ao dinheiro dos contribuintes, seja através de vencimentos, financiamentos ou, como é comum acontecer, corrupção pura e simples, propinas, trocas de favores, tráfico de influência, etc..

O democrimatetismo aprisiona e impede o real desenvolvimento e o crescimento econômico do país e simplesmente elimina a meritocracia e as recompensas do trabalho, das artes e da atividade empresarial. Só haverá recompensa se um cidadão ou uma empresa conseguirem acesso ao fluxo de dinheiro público, que é dominado por políticos, servidores públicos, agentes comissionados e afins, orbitando ou fazendo parte do exército bizantino que opera a imensa máquina pública brasileira e que "cobram" pelo "favor" de permitir ou conceder esse acesso.

Esses procedimentos corruptos, viciosos, praticamente "travam" o Brasil na dependência do capital público. Contudo, há 3 fontes de capital, cada qual com sua origem:

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Percebam os leitores que o capital privado deriva da produção, prestação de serviços ou do trabalho, ao passo que o capital público deriva de tributação ou emissão de títulos de dívida pública. Em termos econômicos, o capital privado gera riquezas, gera PIB, enquanto o capital público vem da oneração dessas riquezas, ou seja, o capital público não gera riquezas do ponto de vista macroeconômico, ele vem de parte do PIB.

Enquanto o país estiver na dependência do capital público, seu limite de crescimento fica muito aquém do possível com o trabalho e capital disponíveis, até porque produção é uma função matemática, Q=f(K,L), onde K é CAPITAL e L é TRABALHO, ou seja, a produção é resultante da combinação de CAPITAL e TRABALHO. 

Nesta altura, é preciso que se destaque o quanto a ideologia socialista é contraproducente, prejudicial e perversa.

Primeiro, porque antagonizam, penalizam e combatem um dos fatores de produção, que é o capital. Ora, penalizando um fator de produção, não conseguirão jamais produzir riquezas! Essa é uma das razões pelas quais países que adotaram o sistema político e econômico socialista empobreceram até a miséria. Ao dizer imbecilidades como "o trabalhador produz tudo", ao suprimir o capital, o que conseguem é justamente isso: ficar sem capital. Ora, aí não há como produzir!

Segundo, porque quando não conseguem suprimir o capital, metem um "trava" nele, que é o controle estatal, como vemos no Brasil.

Mão de obra, trabalho, o Brasil dispõe, ainda que de pouca ou baixa qualificação, em boa parte. O que nos falta é capital. Nos países mais desenvolvidos, a principal fonte de capital para as atividades produtivas está nas Bolsas de Valores, e esta é uma forma de poupança das famílias e empresas. Ou seja, nos países mais desenvolvidos, a fonte principal de capital é privado. Aqui, não.

E esta semana, um fanático terrorista promoveu uma invasão a uma empresa, que operacionaliza a Bolsa de Valores. Alguns imbecis favoráveis ao ato criminoso entraram nas minhas páginas e no meu perfil, dizendo como "você não entendeu a beleza do ato"...  Ora, não há "beleza" em atos criminosos, para começo de conversa! Entendi, entretanto, que a intenção era antagonizar a principal fonte de financiamento da atividade produtiva, que é a Bolsa de Valores.

Contudo, aqui no Brasil, a Bolsa perde, de longe, como fonte de capital, para o BNDES. Vejam outro gráfico.

Vejam que o capital obtido no mercado financeiro (bancos) é caro e aqui no Brasil há um "vão", um "buraco" na concessão de empréstimos a longo prazo para empresas, que apenas o BNDES dá!

Em termos claros: no mercado financeiro, o custo do dinheiro é a taxa D.I. (depósitos interfinanceiros), juros altos. No mercado de capitais (Bolsa) o custo é 90% da D.I., geralmente. No BNDES, é a TJLP (taxa de juros de longo prazo), que até bem pouco tempo atrás era subsidiada, sendo até menor que a inflação, com a política grotesca das "empresas eleitas" dos governos petistas.

Por conta de tudo o que expus, o que estamos vivenciando no Brasil, em termos econômicos, agora, é uma verdadeira revolução, uma mudança de modelo, uma caminhada em direção ao capitalismo e ao livre mercado, que não está sendo fácil, porque intensamente combatida e sabotada.

O que Paulo Guedes e Roberto Campos Neto estão fazendo é dar independência às fontes de capital privado, permitir que a sociedade civil se autofinancie e saia da dependência do Estado. Isso, claro, aterroriza os democrimatas e apavora o velho establishment, que não querem perder o controle e o acesso a um fluxo de dinheiro dos contribuintes farto e fácil.

Mas quer queira, quer não, vai acontecer.

Fábio Talhari para Aliados Brasil, 25/09/2021.

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