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Covid-19: crianças portuguesas saudáveis ficaram com “lesões cardíacas persistentes”

Internacional

Covid-19: crianças portuguesas saudáveis ficaram com “lesões cardíacas persistentes”

Médicos do Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, alertam para a necessidade de acompanhamento prolongado dos doentes mais novos com infecção grave.

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A síndrome inflamatória multissistêmica em crianças (MIS-C) é uma manifestação rara e grave da doença por coronavírus 2019 (COVID-19). O pubmed realizou estudo com objetivo de descrever as características das crianças com MIS-C internadas num hospital pediátrico terciário Dona Estefânia de Lisboa, em Portugal.

O estudo observacional descritivo de pacientes MIS-C admitidos entre abril de 2020 e abril de 2021. Foram coletados dados demográficos e clínicos, exames diagnósticos e dados de tratamento. O diagnóstico de MIS-C foi baseado nos critérios da Organização Mundial da Saúde e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

Foram investigados casos de 45 crianças com MIS-C, com idade média de sete anos (IQR 4 - 10 anos) e 60,0% eram previamente saudáveis.

A infecção por SARS-CoV-2 foi confirmada em 77,8% por RT-PCR ou teste de anticorpos para SARS-CoV-2 e, em 73,3%, um vínculo epidemiológico foi confirmado. Todos os pacientes apresentaram febre e envolvimento de órgãos: hematológico (100%), cardiovascular (97,8%), gastrointestinal (97,8%), mucocutâneo (86,7%), respiratório (26,7%), neurológico (15,6%) e renal ( 13,3%). Acometimento neurológico (p = 0,035) e respiratório (p = 0,035) foi observado em pacientes com apresentação mais grave. Houve uma diferença significativa das medianas ao comparar os grupos de gravidade da doença, nomeadamente nos valores de hemoglobina (p = 0,015), linfócitos (p = 0,030), D-dímero (p = 0,019), albumina (p < 0,001), NT- proBNP (p = 0,005), ferritina (p = 0,048), PCR (p = 0,006), procalcitonina (p = 0,005) e IL-6 (p = 0,002). Do total de crianças, 93,3% receberam imunoglobulina intravenosa, 91,1% metilprednisolona e um paciente (2,2%) recebeu anakinra. Treze pacientes (28,8%) necessitaram de cuidados intensivos e não houve óbitos. Dos 21 pacientes avaliados, 90,4% tiveram redução da capacidade de exercício e dos 15 pacientes que realizaram ressonância magnética cardíaca, 53,3% tiveram sequelas de lesão cardíaca.

A conclusão foi de que, do amplo espectro de apresentação da doença em um grupo de pacientes em que a maioria era previamente saudável, apenas uma pequena porcentagem de pacientes (28,9%) teve uma apresentação grave da doença. A MIS-C é um desafio na prática clínica atual e seu diagnóstico requer um alto nível de suspeição clínica, pois o início oportuno da terapia é essencial para prevenir complicações. No entanto, não há consenso científico sobre o tratamento e acompanhamento desses pacientes.

FONTE/CRÉDITOS: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35639579/
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): pexels
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