O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, realizou buscas na internet sobre o juiz responsável por seu caso um dia antes de ser preso, em novembro de 2025. As informações foram reveladas pelo jornal O Globo.
Pesquisa antecedeu prisão em aeroporto
De acordo com a apuração, Vorcaro pesquisou no Google dados sobre o juiz Ricardo Soares Leite, titular da 10ª Vara Federal de Brasília, onde tramitava o inquérito antes de ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
No dia seguinte à pesquisa, o magistrado expediu a ordem de prisão contra o banqueiro.
Vorcaro foi detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos enquanto tentava embarcar em um jatinho com destino a Dubai, sob suspeita de tentativa de fuga.
Mensagem levanta suspeitas de articulação
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, na mesma data da pesquisa, Vorcaro registrou uma mensagem em seu celular questionando terceiros sobre eventual proximidade com o juiz.
“Vocês são próximos? Ricardo Soares Leite, 10 vara criminal federal”, dizia o conteúdo, enviado pelo WhatsApp em modo de visualização única.
PF aponta invasão de sistemas
As investigações da Polícia Federal indicam que o grupo ligado ao banqueiro teria acessado ilegalmente sistemas do Ministério Público Federal (MPF), da própria PF e até do FBI.
Com isso, Vorcaro teria obtido informações sobre ao menos três procedimentos sigilosos meses antes de sua prisão, incluindo apurações relacionadas à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.
Troca de mensagens com ministro do STF
A reportagem também aponta que Vorcaro teria trocado nove mensagens com o ministro Alexandre de Moraes. Nessas conversas, ele teria relatado ações para “salvar” o banco.
Segundo o relato, Moraes teria respondido com emoticons e mensagens de visualização única. O ministro nega qualquer irregularidade.
Defesa tentou contato com juiz
Outro ponto citado é a atuação da defesa do banqueiro. O advogado Walfrido Warde teria buscado contato com o juiz Ricardo Leite momentos antes da prisão.
Em uma mensagem, Warde afirmou que estava “infernizando o cara”. Posteriormente, declarou que agiu dentro de suas funções profissionais, buscando audiência com magistrados possivelmente competentes para o caso.
Investigação segue sem manifestação do banqueiro
A assessoria de Daniel Vorcaro não comentou os fatos. As investigações continuam em andamento, com foco nas suspeitas de acesso indevido a sistemas e possível tentativa de interferência em decisões judiciais.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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