Aliados Brasil Oficial - Unidos Pelo Brasil!

MENU
Logo
Domingo, 19 de setembro de 2021
Publicidade
Publicidade

Policial

BOMBA: Investigações do STJ revelaram possível esquema de Helder Barbalho com empresários e quatro secretarias estaduais

Três inquéritos sigilosos do Superior Tribunal de Justiça miram a gestão do governador do Pará, o material está com a CPI da Pandemia

385
Publicidade
Publicidade
Imagem de capa
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Três inquéritos sigilosos do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ligam Helder Barbalho (MDB), governador do Pará, a um esquema com organizações sociais que administraram hospitais de campanha durante o combate à Covid-19. A suspeita do tribunal é de que um esquema fraudava licitações para desviar dinheiro público da saúde e que o governador discutia com empresários assuntos relacionados às compras que seriam feitas posteriormente pelo governo do estado do Pará. Os valores ultrapassariam R$ 1,2 bilhão. As informações são da revista Veja, que teve acesso aos autos sigilosos.

Pela investigação do STJ, Helder Barbalho teria relação com o empresário André Felipe, que atuava importando materiais utilizados em hospitais e na área da saúde, e negociou diretamente com ele quais equipamentos, os valores e a quantidade necessária. Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), o negócio é fruto de relações pessoais.

Os procuradores também investigam a compra de materiais importados, como a aquisição de 400 respiradores e 1,6 mil bombas de infusão junto à empresa SKN, que André Felipe representava comercialmente.

Entre as irregularidades apontadas na gestão dos hospitais de campanha, montados durante a pandemia, estão o sobrepreço de itens, ausência de parecer jurídico sobre os contratos, indícios de que propostas apresentadas por organizações diferentes eram iguais, até mesmo na subcontratação de serviços médicos por parte dessas entidades.

Segundo os investigadores, os contratos eram direcionados, superfaturados, loteados, fraudados e há indícios de envolvimento de empresários e pelo menos quatro secretarias estaduais, com participação de agentes públicos.

“O descaso com a gestão do sistema de saúde fica evidente nas divulgações que relatam a precariedade das unidades de saúde e dos serviços prestados, a despeito dos repasses milionários de recursos públicos aqui expostos”, apontou o relator do caso no STJ, ministro Francisco Falcão.

Em contato com Helder Barbalho, a revista Veja informou que o governador alegou que os preços praticados estão abaixo do mercado e da tabela do Ministério da Saúde. Além disso, lembrou que o governo estadual supriu o atendimento médico no estado, pois muitos hospitais municipais e particulares fecharam as portas para a população, o que ajudou a salvar a vida de 200 mil pessoas.

Fonte/Créditos: Terça Livre

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

Comentários: